"Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido". Lucas, 8:17,12:2 em Mateus10:26

"Corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene". Amós (570-550 a.c.)

"Ninguém pode ser perfeitamente livre até que todos o sejam".

Santo Agostinho

sábado, 31 de dezembro de 2011

Veronica Serra: explicações que não explicam


A filha do senhor José Serra divulgou, 20 dias depois do lançamento de “A Privataria Tucana”, uma nota onde, mesmo não anunciando que vá processar Amaury Ribeiro Jr, diz-se vítima de “insinuações e acusações totalmente falsas”  e apresenta uma série de uma “explicações”.
Vários blogs já apontaram que não é verdadeira a afirmação de Verônica Serra ao dizer que “nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas”, porque  está, sim, indiciada pelo caso da quebra de sigilo bancário praticada pela sua empresa Decidir.com, da qual era vice-presidente. Nesta ação, são réus o jornalista da Folha que publicou os dados e James Rubio Jr. , presidente da Decidir.com. O processo (0000370-36.2003.4.03.6181) está em curso na 3ª Vara Criminal Federal.
D. Verônica, claro, como toda pessoa, conta a seu favor com a presunção da inocência.
Mas comparemos o que ela diz aos fatos. Primeiro, a dama:
2. No período entre setembro de 1998 e março de 2001, trabalhei em um fundo chamado IRR (International Real Returns) e atuava como sua representante no Brasil. Minha atuação no IRR restringia-se à de representante do Fundo em seus investimentos. Em nenhum momento fui sua sócia ou acionista. Há provas.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Notícias de Brasília

A ministra tem um lado: o certo
A ministra Eliana Calmon está comprando uma boa briga. Os presidentes das associações de magistrados, que tentam reduzir os poderes do Conselho Nacional de Justiça para evitar que juízes corruptos sejam punidos, assinaram nota forte contra ela. Ponto, pois, para a ministra.
Se as associações fizessem elogios, alguma coisa a ministra estaria fazendo errado. É muito raro ver essas entidades defendendo uma boa causa.
As associações têm um lado: o errado

Gabriel Wedy, presidente de uma dessas entidades, a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), disse que “a ministra conseguiu unir todo o Judiciário contra ela, o STF, as associações e os magistrados”. Há exagero nisso, claro, pois no Judiciário há muitos juízes que não são coniventes com a corrupção e com a proteção aos corruptos.
Mas para o país seria bem melhor que o Judiciário, o STF, as associações e os magistrados estivessem unidos a favor do trabalho de Eliana Calmon.
São mesmo sem noção
No momento em que deputados querem aumentar as verbas de gabinete de R$ 60 mil mensais para R$ 80 mil, alegando que precisam aumentar os salários de seus funcionários, descobre-se que o líder do PSDB, Duarte Nogueira, mantém em sua cidade no interior paulista um motorista que serve à sua família, mas é pago pela Câmara. O que nada tem de mais, segundo o parlamentar oposicionista.
Uma das excrescências adotadas pelo Senado e pela Câmara é pagar funcionários de parlamentares que trabalham em seus estados de origem. São cabos eleitorais e afilhados políticos que recebem dinheiro público para trabalhar pela reeleição do parlamentar. Não há nenhuma justificativa para deputados e senadores terem tantos funcionários em seus gabinetes em Brasília e muito menos em seus estados.
Perderam a noção de ética, compostura, respeito. Como Duarte Nogueira, eles acham que isso nada tem de mais.
Tinha de ser Minas
José Serra demonstrou sem sutileza, na reunião da comissão executiva nacional do PSDB, na terça-feira, que sabe exatamente onde começaram as investigações do jornalista Amaury Ribeiro Júnior que deram origem ao livro “A Privataria Tucana”.
Sabe que tudo começou em Minas Gerais.
COMENTÁRIOS:
Ana  -  Minas sempre Minas, para o mal e para o bem, ainda bem. Serra destruiu qualquer tipo de oposição responsavel ao governo Dilma. Paulo Renato Sousa, Roseana Sarney, Tasso Jereissati já tinham sido vitimas dos arapongas de Serra. Com Aecim foi diferente. QUEM MANDA SE METER COM MINAS?!
Cláudio   -  A tentativa de agredir os aecistas e as ofensas ao jornal Estado de Minas são provas de que ele sabia que as investigações do Amaury eram pauta do jornal. O desespero bateu porque, dessa vez, de nada vale a cumplicidade da mídia empresarial. As redes sociais estão furando o bloqueio do silêncio, estão recuperando tudo o que foi enterrado. Artigos da Veja e da Folha de 2002 reaparecem desmentindo a Veja e a Folha de hoje. A máscara do Serra vai caindo juntamente com a máscara dos barões da mídia.

Quem é Enrique Ricardo Lewandowski

Consulta: Wikipédia, a enciclopédia livre
Nasceu em 11 de maio de 1948, na cidade do Rio de Janeiro.  Casado, possui três filhos.
Estudos:
Formou-se bacharel em Direito na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (SP), onde foi professor titular e vice-diretor.  Possui títulos de Mestrado e Doutoramento.  Venceu o concurso para professor titular do Departamento de Direito da Universidade de São Paulo - USP.  É bacharel em Sociologia e Política.  É Master of Arts em Relações Internacionais pela Fletcher School of Law and Diplomacy, da Tufts University administrada pela Harvard University (EUA). 

União pagará bilhões por auxílio-moradia retroativo de magistrados

29/12/2011
O pagamento retroativo do auxílio-moradia a magistrados, que estão sob inspeção e agora geram polêmica, obrigou a União a desembolsar alguns bilhões, informa a coluna Mônica Bergamo publicada na Folha desta quinta-feira .
Só para a Justiça trabalhista, em 2008, quando começaram a ser pagos, eles foram calculados em R$ 1 bilhão. O auxílio foi concedido até para quem morava na cidade em que trabalhava.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A frase do esquecimento


"De quinze em quinze minutos

o brasileiro esquece

o que aconteceu

nos últimos quinze minutos"



William Waac, âncora do Jornal da Globo

O jornalista, tido como "fonte" da Embaixada dos EUA no Brasil, tentou implantar uma cunha alheia na conquista do Brasil como a sexta maior economia mundial, acontecimento verificado na semana em curso. 

Ao noticiar o auspicioso fato, Waac disse que "desde os anos 90, tal colocação já era prevista face implantação do Plano Real".

Sem dúvida, o Plano Real tem lá seus evidentes méritos e honras sejam concedidas ao ex-presidente Itamar Franco, tendo por coadjuvantes o então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso e a equipe econômica comandada por Edmar Bacha.

William Waac deixou de citar que se dependesse apenas da implantação do Plano Real não estaríamos comemorando hoje o feito, pois, as políticas neoliberais adotadas durante os anos do governo FHC levaram o país a sujeitar-se, por três vezes, às exigências do FMI (nada consentâneas como os interesses maiores da nação brasileira) e que ocasionaram arrocho salarial, assalto ao patrimônio público com a "entrega" de estatais, elevado índice de desemprego face quebradeira do setor industrial, elevação dos níveis de corrupção, baixo desenvolvimento econômico, falta de perspectivas de melhores condições de vida, ...

Por essa e outras é que precisamos estar atentos para que o país não sofra recaida motivada por agentes nocivos à vida política-social-econômica brasileira.

Como observou importante blogueiro: "William Waac ao falsear a história, praticou um estelionato noticioso".

Mônica Serra rebate acusações do livro 'A Privataria Tucana'

27 de dezembro de 2011

A empresária e filha do ex-governador de São Paulo, José Serra, decidiu divulgar uma nota rebatendo as acusações feitas pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior em seu livro A Privataria Tucana. Segundo a publicação, a filha de José Serra, Verônica Serra, e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, foram sócias na empresa Decidir.com, sediada em Miami. O livro ainda diz que a empresa teria injetado recursos em uma empresa brasileira, que teria Verônica Serra como vice-presidente, a Decidir do Brasil.

Blog do Serra - O governo que não começou

Estadão, 22/12/2012  (2012?)

Em essência, ao término do seu primeiro ano de mandato pode-se dizer que o Governo Dilma ainda não começou. Não se sabe ainda a que veio, quais seus rumos. A boa nota atribuída à presidente nas pesquisas talvez seja, em parte, um voto de confiança para que definitivamente comece a governar a partir de 1.º de janeiro de 2012.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Juízes defendem corregedora do CNJ e expõem racha da categoria

Um grupo de juízes federais começou a coletar ontem assinaturas para um manifesto público condenando as críticas feitas pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) à atuação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.

"Entendemos que a agressividade das notas públicas da Ajufe não retrata o sentimento da magistratura federal. Em princípio, os juízes federais não são contrários a investigações, promovidas pela corregedora. Se eventual abuso investigatório ocorrer é questão a ser analisada concretamente", afirma o manifesto, para realçar que "não soa razoável, de plano, impedir a atuação de controle da corregedoria".

Calmon recebeu R$ 421 mil de auxílio-moradia

A ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), recebeu R$ 421 mil de pagamentos de auxílio-moradia atrasados, informa reportagem de Fernando Rodrigues, publicada na Folha deste sábado. 

O valor foi repassado para Eliana em três parcelas. Duas foram pagas em 2008, somando R$ 226 mil, e a terceira e última em setembro deste ano, no valor de R$ 195 mil.

Íntegra da nota em que Peluso defende decisão de Lewandowski

"NOTA À IMPRENSA


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, repudia insinuações irresponsáveis de que o ministro Ricardo Lewandowski teria beneficiado a si próprio ao conceder liminar que sustou investigação realizada pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra magistrados de 22 tribunais do país. Em conduta que não surpreende a quem acompanha sua exemplar vida profissional, o ministro Lewandowski agiu no estrito cumprimento de seu dever legal e no exercício de suas competências constitucionais. Inexistia e inexiste, no caso concreto, condição que justifique suspeição ou impedimento da prestação jurisdicional por parte do ministro Lewandowski.

Nos termos expressos da Constituição, a vida funcional do ministro Lewandowski e a dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal não podem ser objeto de cogitação, de investigação ou de violação de sigilo fiscal e bancário por parte da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça. Se o foi, como parecem indicar covardes e anônimos "vazamentos" veiculados pela imprensa, a questão pode assumir gravidade ainda maior por constituir flagrante abuso de poder em desrespeito a mandamentos constitucionais, passível de punição na forma da lei a título de crimes.

Brasília, 21 de dezembro de 2011."

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1024522-leia-a-integra-da-nota-em-que-peluso-defende-decisao-de-lewandowski.shtml

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Governo Dilma se une ao CNJ e fecha o ano em confronto com STF

Órgão da Presidência, Advocacia Geral da União aciona Supremo Tribunal Federal para cassar liminar da própria corte que proíbe órgão de controle externo do Judiciário de apurar conduta de juízes. Segundo mandado de segurança, investigar é de 'interesse direto do povo'. Dilma também peitou STF ao negar aumento salarial.


André Barrocal

BRASÍLIA - O governo Dilma termina o ano em confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF), a corte máxima do país e que, em termos políticos, fala pelos tribunais brasileiros. Na votação do orçamento 2012, não aceitou separar dinheiro para aumentar o salário de juízes e seus servidores. E, na polêmica sobre o direito de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigar a magistratura, uniu-se ao órgão de controle externo do Judiciário na disputa contra o STF.

No ano de 2011, a única oposição do país foi a mídia tradicional

Trecho destacado do artigo de Maria Inês Nassif  "2011, o ano em que a mídia demitiu ministros. 2012, o ano da Privataria".

A “Privataria” tem muito a ver com a conjuntura e com o esporte preferido da imprensa este ano, o “ministro no alvo”. Até a edição do livro, a imprensa mantinha o seu poder de agendamento e derrubava ministros por quilo; Dilma fingia indiferença e dava a cabeça do escolhido. A grande mídia exultou de poder: depois de derrubar um presidente, nos anos 90, passou a definir gabinetes, em 2011, sem ter sido eleito e sem participar do governo de coalizão da mandatária do país. A ideologia conservadora segundo a qual a política é intrinsicamente suja, e a democracia uma obra de ignorantes, resolveu o fato de que a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizimou a oposição institucional, em 2010, e a criação do PSD jogou as cinzas fora, terceirizando a política: a mídia assumiu, sem constrangimentos, o papel de partido político. No ano de 2011, a única oposição do país foi a mídia tradicional. As pequenas legendas de esquerda sequer fizeram barulho, por falta de condições, inclusive internas (parece que o PSOL levou do PT apenas uma vocação atávica para dissidências internas; e o PT, ao institucionalizar-se, livrou-se um pouco dela – aliás, nem tanto, vide o último capítulo do livro do Amaury Ribeiro Jr.).


Vide mais em: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5369&boletim_id=1084&componente_id=17310

Eliana Calmon, do CNJ, reage: "Não fiz devassa"

CORREGEDORA DA JUSTIÇA SE DEFENDE NO ATAQUE; EM ENTREVISTA COLETIVA, DIZ QUE NÃO PROMOVEU INVESTIGAÇÕES CONTRA 270 MIL PESSOAS LIGADAS AOS MAGISTRADOS E LEMBROU QUE 45% DOS JUÍZES NEM APRESENTARAM DECLARAÇÕES DE IR; SEGUNDO ELA, QUEREM MATAR O CNJ


22 de Dezembro de 2011
Fernando Porfírio _247 – É uma operação de risco, mas a ministra Eliana Calmon decidiu partir para o ataque. A contra ofensiva da corregedora nacional de Justiça ocorreu nesta quinta-feira (22), por meio de uma entrevista coletiva em Brasília. Mulher de sinceridade à flor da pele que não mede palavras, Eliana Calmon acusou as associações de magistrados, que chamou de “ovo da serpente”, de orquestrar uma campanha contra do CNJ.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Quebra-quebra no Judiciário


DIVERGÊNCIAS ENTRE STF E CNJ CHEGAM ÀS ALTURAS; CORTE SUPREMA PRESIDIDA POR CESAR PELUSO LIMITA PODERES; AMB ATACA
CORREGEDORA ÂNGELA CALMON; ELA É ACUSADA DE OBTER
DADOS SIGILOSOS DE 231 MIL PESSOAS
SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL


22 de Dezembro de 2011

A mulher que colocou juízes no banco dos réus é hoje acusada de tentar promover uma devassa na vida de 231 mil pessoas. A corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, foi denunciada por dirigentes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

De acordo com a agência O Globo, em ofício assinado em 1º de dezembro, Eliana Calmon determinou que as investigações começassem pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. E pediu que fossem analisadas as declarações de bens e rendimentos apresentados por magistrados e servidores, principalmente nos casos com movimentação acima de R$ 500 mil no período de 2006 a 2010. A investigação deveria abranger cônjuges e filhos. Calmon pediu ainda que fosse dada prioridade para outros tribunais como o de Justiça da Bahia (TJ-BA), o Militar de São Paulo e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e o Tribunal Regional do Trabalho do estado do Rio de Janeiro (TRT-RJ).

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Merval ataca livro na CBN. E “Privataria” vende, vende…

Acabo de ouvir o “debate” entre o imortal Merval Pereira e o âncora Carlos Alberto Sardemberg sobre o livro de Amaury Ribeiro Júnior na rádio CBN.


“A privataria tucana” é desqualificado como livro e seu autor acusado de ter sido um violador de sigilos fiscais dos parentes de José Serra, embora não haja ali um dado fiscal relativo a eles e todos os documentos sejam da CPI do Banestado, da Junta Comercial de São Paulo e de cartórios.

A argumentação sobre o livro é, basicamente, a seguinte:

Mino: ai de quem mexe na “reserva moral” do País

O imperdível artigo de Mino Carta, na edição desta semana de Carta Capital:


Pergunto aos meus intrigados botões por que a mídia nativa praticamente ignorou as denúncias do livro de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, divulgadas na reportagem de capa da edição passada de CartaCapital em primeira mão. Pergunto também se o mesmo se daria em países democráticos e civilizados em circunstâncias análogas. Como se fosse possível, digamos, que episódios da recente história dos Estados Unidos, como os casos Watergate ou Pentagon Papers, uma vez trazidos à tona por um órgão de imprensa, não fossem repercutidos pelos demais. Lacônicos os botões respondem: aqui, no Brazil-zil-zil, a aposta se dá na ignorância, na parvoíce, na credulidade da plateia.

sábado, 17 de dezembro de 2011

BOMBA! Entrevista do autor do livro "A Privataria Tucana"

Amaury Ribeiro Jr. fala sobre as denúncias do livro que caiu como uma bomba no PSDB. José Serra é personagem principal da obra que revela corrupção nas privatizações de estatais durante o governo FHC. Veja o Entrevista Record Atualidade na íntegra!

China blindará América Latina da crise europeia, diz Stiglitz

16 de dezembro de 2011

A China provavelmente irá estimular sua economia no ano que vem, elevando sua demanda por commodities latino-americanas e blindando os países da região em relação à crise da dívida europeia, na avaliação do economista Joseph Stiglitz, ganhador do Nobel de Economia.


Pode-se confiar que a China irá usar suas enormes reservas para tentar evitar um declínio econômico, mas a maior ameaça à América Latina vem da reação de austeridade da Europa aos seus problemas financeiros, disse o ex-economista-chefe do Banco Mundial.

PSDB e FHC defendem privatizações e atacam livro

Em duas notas oficiais divulgadas nesta quinta-feira (15), o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e o PSDB atacam o livro "A Privataria Tucana" e seu autor, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. O PSDB defende as privatizações e classifica de "levianas" as denúncias. Já o ex-presidente classifica as denúncias como "infâmia' e procura desqualificar seu autor como "um jornalista indiciado pela Polícia Federal" por haver armado outro dossiê contra José Serra.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Livro do Apocalipse


Primo de José Serra envolvido em negócio obscuro

O nebuloso caso da negociata da Ilha do Urubu

A ilha do Urubu tem cerca de 28 ha.  Localiza-se na valorizadíssima região de Porto Seguro (BA), mais precisamente em Troncoso. Até fins de 2006 era considerada como terra devoluta.  

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Livro A Privataria Tucana - Sai CPI?

Pedido de CPI e discursos quebram silêncio sobre Privataria Tucana

André Barrocal
BRASÍLIA – A Privataria Tucana, livro recém lançado com denúncia de corrupção na venda de estatais de telefonia no governo Fernando Henrique e de lavagem de dinheiro pela família do ex-ministro José Serra, motivou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados.

E, no Congresso, opôs os dois principais partidos envolvidos e interessados, PT e PSDB. Enquanto líderes petistas defenderam investigar o conteúdo do livro - embora com cautela, já que a cúpula do partido ainda busca uma forma de lidar com o assunto -, tucanos classificaram-no como “requentado” e de autor sem credibilidade.

A abertura de uma CPI foi solicitada pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), delegado da Polícia Federal (PF). Às 18 horas desta terça-feira (13), ele disse à reportagem que já havia coletado 27 assinaturas – precisa de ao menos 177. Por volta das 20h, em discurso na tribuna da Câmara, afirmou que já teria mais de 100.

"Qual o foco do requerimento da CPI, deputado?" “O foco são as privatizações. Elas prejudicaram o país e proporcionaram desvio de dinheiro público”, afirmou.

Um dos signatários da CPI foi um deputado que também é delegado da PF como Protógenes, mas filiado ao PSDB. “É um livro tão importante quanto todos os outros, independentemente do partido, se é PSDB ou PT”, disse Fernando Francischini.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Silêncio da privataria: quando a imprensa se cala

Silêncio da privataria: quando a imprensa se cala

MAIOR PARTE DA MÍDIA IGNORA LIVRO-BOMBA CONTRA TUCANOS; PELO TWITTER, SEGUIDORES EXIGEM SEM SUCESSO ANÁLISES DOS JORNALISTAS DORA KRAMER, DO ESTADÃO, KENNEDY ALENCAR, DA FOLHA, E NOBLAT, DE O GLOBO; VEÍCULOS TRADICIONAIS AINDA ESTÃO DESCONECTADOS DO JORNALISMO 2.0

Para Serra o livro 'a Privataria Tucana" é um lixo

Aécio Neves emenda: 'literatura menor'

QUESTIONADO SOBRE O LIVRO PUBLICADO PELO JORNALISTA AMAURY RIBEIRO JÚNIOR, EX-GOVERNADOR FOI TAXATIVO: "VOU COMENTAR O QUE SOBRE LIXO? LIXO É LIXO"; SENADOR CONCORDA, MAS, SEGUNDO AUTOR, OBRA NASCEU DE ENCOMENDA FEITA POR AÉCIO CONTRA SERRA
'Lixo', diz Serra. Aécio emenda: 'literatura menor'



Por Agência Estado

14 de Dezembro de 2011 às 07:07Agência Estado
O ex-governador José Serra (PSDB-SP) chamou de "lixo" o livro "Privataria Tucana" do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Na publicação, o repórter fala de um suposto esquema de corrupção no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que envolveria Serra, que ocupou a Pasta do Planejamento. "Vou comentar o que sobre lixo? Lixo é lixo", afirmou Serra ao ser questionado sobre a publicação.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) também classificou a publicação como "literatura menor". Os dois participaram hoje da inauguração de uma sala da liderança tucana na Câmara batizada de Artur da Távola.
Amaury Ribeiro Júnior foi acusado no ano passado durante a campanha eleitoral de ter encomendado a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB. Tiveram o sigilo violado o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira, a filha de Serra, Verônica, entre outros. O jornalista negociou participação na pré-campanha da presidente Dilma Rousseff. Amaury afirmou, à época, que estava buscando informações para seu livro e negou a prática de ilegalidade.
Livro “A Privataria Tucana” nasceu do pedido de Aécio Neves para que o jornal Estado de Minas investigasse o rival José Serra; escrito pelo jornalista investigativo Amaury Ribeiro Júnior, o livro revela como o ex-governador paulista, seus operadores, seu genro e até sua própria filha enriqueceram com a venda de estatais.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Guerra Aécio/Serra abriu a caixa preta da "privataria"

Guerra Aécio/Serra abriu a caixa preta da

LIVRO “A PRIVATARIA TUCANA” NASCEU DO PEDIDO DE AÉCIO NEVES PARA QUE O JORNAL ESTADO DE MINAS INVESTIGASSE O RIVAL JOSÉ SERRA; ESCRITO PELO JORNALISTA INVESTIGATIVO AMAURY RIBEIRO JÚNIOR, O LIVRO REVELA COMO O EX-GOVERNADOR PAULISTA, SEUS OPERADORES, SEU GENRO E ATÉ SUA PRÓPRIA FILHA ENRIQUECERAM COM A VENDA DE ESTATAIS

09 de Dezembro de 2011 às 16:53

247 – O livro mais anunciado, comentado e aguardado por aqueles que se intitulam “blogueiros sujos” está nas livrarias. Escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, a obra “A Privataria Tucana” vem sendo anunciada desde a campanha presidencial de 2010, quando Amaury se tornou personagem da história, ao ser acusado de quebrar o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do então candidato José Serra. O episódio fez com que Fernando Pimentel, hoje em seu inferno astral, perdesse espaço na campanha para os paulistas liderados por Rui Falcão e Antonio Palocci. Amaury submergiu e se dedicou a concluir seu livro, lançado nesta sexta-feira pela Geração Editorial, do jornalista Luiz Fernando Emediato. É um trabalho que traz revelações importantes sobre a era das privatizações, expõe de forma clara o tráfico de influência comandado por Serra e seus operadores, especialmente o tesoureiro Ricardo Sérgio de Oliveira, e revela ainda como uma guerra interna no ninho tucano deu origem a toda essa história. Ex-repórter do Estado de Minas, que lutava para emplacar Aécio Neves como presidenciável, Amaury recebeu a encomenda de investigar a vida de José Serra. O resultado são as 343 páginas de “A Privataria Tucana”.

Em 2009, Aécio e Serra disputavam a indicação tucana para concorrer à presidência. O mineiro defendia prévias e o paulista se colocava como “o primeiro da fila”. Amaury, que vivia em Belo Horizonte, foi chamado por seus patrões para a missão quando o Estado de S. Paulo publicou um texto intitulado “Pó pará, governador?”, um tanto estranho para os padrões austeros da família Mesquita, pois, já no título, insinuava que Aécio seria um cocainômano – e que, portanto, não poderia sonhar com a presidência. A partir daí, veio a resposta mineira. Segundo Álvaro Teixeira da Costa, dono do Estado de Minas, São Paulo não deveria mexer com Minas, pois os mineiros também saberiam lutar.

Amaury recebeu a encomenda e disse aos patrões que a fragilidade de Serra residia nas privatizações. E assim começou a investigá-lo, bem como a seus principais operadores: Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil, e Grégorio Marin Preciado, casado com sua prima. No meio do caminho, Amaury descobriu as contas usadas por Ricardo Sérgio, Gregório e até pela filha de Serra, Verônica, e por seu genro, Alexandre Bourgeois.

Eis algumas das revelações do livro:

• Carlos Jereissati, dono da Oi, usou sua empresa Inifinity Trading, sediada em paraísos fiscais, para pagar propina a Ricardo Sérgio de Oliveira, na empresa Franton Enterprises.

• A propina pela compra da Oi, segundo o autor do livro, seria próxima a R$ 90 milhões. Jereissati e seus parceiros chegaram ao leilão sem recursos e foram socorridos por fundos de pensão, comandados por Ricardo Sérgio de Oliveira e seu braço direito João Bosco Madeiro.

• Ricardo Sérgio de Oliveira, que era chamado de “Mr. Big” e se tornou amigo de Serra por intermédio de Clóvis Carvalho, comprou prédios inteiros em Belo Horizonte, que depois foram também vendidos a fundos de pensão estatais. O livro traz documentos e procurações usadas por Ricardo Sérgio e seus laranjas.

• Na privatização da Vale, vencida por Benjamin Steinbruch com recursos dos fundos de pensão, num consórcio organizado por Miguel Ethel e José Brafman, a propina teria sido de R$ 15 milhões.

• Gregório Marin Preciado, “primo” de Serra, organizou o consórcio Guaraniana, que, também com dinheiro dos fundos de pensão, comprou várias distribuidoras de energia no Nordeste, hoje pertencentes ao grupo espanhol Iberdrola.

• Preciado e Ricardo Sérgio jogavam juntos. Boa parte dos depósitos recebidos pela Franton Enterprises, de Ricardo Sérgio, eram feitos pelo “primo” de Serra. As movimentações da dupla, documentadas no livro de Amaury, somam mais de US$ 20 milhões. Preciado e Serra também aparecem como sócios num terreno em São Paulo. Também na era Serra, o Banco do Brasil teria reduzido uma dívida de R$ 448 milhões de Preciado para míseros R$ 4,1 milhões.

• O livro também aborda a sociedade entre a empresa Decidir.com, de Verônica Serra, filha do ex-governador tucano, com o grupo Opportunity, de Daniel Dantas. A Decidir.com, voltada para leilões na internet, recebeu cerca de R$ 10 milhões em investimentos, mas nunca apresentou resultados. Em abril de 2002, a empresa foi dissolvida.

• Tanto Verônica Serra como Ricardo Sérgio de Oliveira utilizaram a mesma empresa, a Citco, para abrir suas contas no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.

Além disso, o livro também revela como Serra teria usado o governo de São Paulo para contratar a empresa Fence e espionar adversários políticos – era essa, aliás, uma das encomendas iniciais do Estado de Minas: descobrir por quem Aécio vinha sendo seguido em suas constantes noitadas cariocas. Por último, depois de se dedicar à guerra interna dos tucanos, Amaury escreveu sobre a guerra interna do PT, na campanha de Dilma, entre os grupos de Fernando Pimentel e Antônio Palocci.

O que talvez comprove que PT e PSDB têm muito mais semelhanças do que diferenças. Uma boa sugestão para o repórter seria um livro sobre a "privataria" petista, com recursos do BNDES, dos fundos de pensão e até do FGTS.

COMENTÁRIOS:
Antonio S. Valentim

Uai, os intelectuais da elite tambem fazem trambiques para roubar, e brigam entre eles mesmos para ver quem pega mais dinheiro público?
Quintela

Não verei nenhum comentário dos "arautos" da moralidade e dos "bastiões" de honestidade criticando a corrupção no governo FHC, que sempre existiu mas que a imprensa paulista nunca mostrou nem explorou com sensacionalismo! Para os santos-do- pau-oco da moralidade, os rompantes de indignação é só contra os petistas!
Rodoxx

Quando li o título do livro pensei: alguém corajoso resolveu descompactar os arquivos das privatizações dos Tucanalhas. Até achei que seria um bom livro, mas depois que vi a matéria dizendo que foi outro tucanalha quem pediu para "declarar" as falcatruas que a quadrilha FHC fez com o Brasil, desanimei.
Vinicius Gaban

Era para ser um excelente artigo, com breve explicações sobre o livro sobre as privatarias do Governo Tucano que os ajudou a compor o caixa de campanha do PSDB e o capital do partido para o decorrer do ano (dentre outras fontes) mas nosso articulista tinha que politizar sua opinião. Só demonstra como grande parte de nossa "elite" é ignorante ou se faz de ignorante o que é mais provável, a aplicação de fundos do trabalhador para investimentos em infra-estrutura não são a fundo perdido e em absolutamente NADA se assemelha a venda de empresas, os trabalhadores desse país são os grandes investidores de todo o desenvolvimento brasileiro. Por isso, nosso Governo Federal é elogiado e premiado no mundo inteiro e nesta terra, nossa mídia e grupos de oposição acham que os bons frutos do Brasil se dão basicamente pela sorte e pelo acaso. E são eles (Mídia e oposição), o ELO FRACO do Brasil. Que não entendem a criatividade dos negócios da União e rotulam tudo como atos de corrupção. Lamentável. Derruba-se a casa mas queima-se os ratos.
MARCELO

Eu não sou jornalista,mas vou revelar o seguinte:o Aécio mandou a Band demitir o Kajuru em 2003.Esse livro do Amauri faz parte da briga Serra/Aécio para 2014.Por quê ele não fala sobre o Aécio que foi pego dirigindo bêbado no Rio? Porque o Amauri trabalha para o Estado de Minas que puxa o saco do Aécio,ora bolas!
Rubens

Das 343 páginas do livro, um terço é de documentos que falam por si mesmos. Todos retirados de fontes legais. Amaury fez sozinho aquilo que a grande imprensa deveria ter feito no governo FHC e não fez, por conveniência política.
Quintela

Quando o advogado não tem defesa a estratégia é desqualificar o acusador! E é exatamente isso que começaram a fazer! Vamos desqualificar o Amaury Ribeiro, como o estadão começou ontem na matéria do policial bandido e do Durval Barbosa, o corrupto arrependido que entregou o esquema DEM-DF. Amaury Ribeiro é um excelente repórter e já recebeu diversos prêmios! Funcionário de Aécio Neves no Estado de Minas. A mando do seu chefe, Aécio Neves, queria dar o troco pelo dossiê que Serra tava preparando (ele dizia que isso era coisa de petista!). Estadão publicou Pó Pará Governador, Juca Kfouri faz reportagem de Aécio batendo em mulher... em fim... o esquema Serra de dossê estava a todo vapor... Aí o "minerim" resolveu dar um basta, mandou preparar uma dinamite... E agora José???? Domiciano, antes das eleições o livro já estava pronto! Só que Serra conseguiu evitar o lançamento antes. Serra e o PIG criaram aquela história de dossiê envolvendo o Amaury justamente para desacreditá-lo... Junte os pontinhos..., no livro não tem nenhuma mentira... TUDO é fato! Amaury nunca trabalhou pra petista nenhuma. Ele sempre foi funcionário da família Neves. Só que o Aécio cansou de tomar porrada do Serra, sabendo que ele é mala suja demais pra dar lição de moral nos outros. Alias, se tem alguém que não merece credito esse alguém é José Serra!
Almir

O mal por si se destroi. Mas tem uma incrível capacidade de se reinventar.
Pierluigi
Enfim ,alguém está a desmascarar o nosso "vampiro brasileiro". De indivíduo soturno e notívago boa coisa não pode se esperar. Em todas as eleições em que concorre, Serra divulga que o estão espionando, elaborando dossiê contra ele e os seus. Agora, comprova-se que o "feitiço virou contra o feiticeiro"!
http://www.brasil247.com.br/pt/247/poder/29060/Guerra-A%C3%A9cioSerra-abriu-a-caixa-preta-da-privataria.htm

sábado, 3 de dezembro de 2011

Por que escondem o rosto?

Foto mostra Dilma Rousseff, então com 22 anos de idade, durante interrogatório por parte da Auditoria Militar, em 1970.

Questionava-se sua participação na luta armada contra a Ditadura Militar.  Como se sabe, não se fez somente "questionamentos".  Outros meios para arrancar confissões foram utilizados abundantemente. Muitas pessoas sucumbiram física e psicologicamente aos "tratamentos".
 
Foto inédita mostra a presidente Dilma Rousseff durante um interrrogatório 


As pessoas que escondem o rosto, ao fundo, são os oficiais que questionavam a então guerrilheira sobre sua participação na luta armada que ocorria no País.

Fotografia faz parte do livro "A vida quer coragem", que será lançado neste mês pelo pelo jornalista Ricardo Amaral.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,foto-mostra-dilma-rousseff-durante-interrrogatorio-em-1970,806258,0.htm

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Canal MTV (Grupo Abril) é condenado pela Justiça

O Canal MTV, do Grupo Abril, foi condenado por decisão do juiz João Omar Marçura, da 24ª Vara Cível da capital de São Paulo, a indenizar Ana Maria Carvalho Elias Braga e Carlos Braga, pais dos jovens autistas Rafael e Renato, em R$ 40.000,00.  O indigitado canal televisivo exibiu quadro humorístico no dia 22 de março do corrente ano no qual simulou-se, através de urros e trejeitos, o comportamento de pessoas detentoras da doença autismo.

A defesa da MTV baseou-se em que a cena foi transmitida apenas uma vez, durante 3 minutos, contudo, tal argumentação não foi aceita pelo magistrado porque houve replicação do vídeo correspondente na web.

A MTV, procurada, não se pronunciou oficialmente a respeito com a desculpa de não ter recebido a competente notificação judicial.

A condenação chama a atenção não só pelo fato em si, mas também pela rapidez no julgamento e condenação da parte da Justiça.  Parabéns ao senhor juiz João Omar Marçura.

Notícia editada pelo http://portal.comunique-se.com.br/ de 30/11/2011.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Laranjal em terras de FHC

PAULO HENRIQUE CARDOSO, filho do ex-presidente FHC, conforme divulgado, está metido em maracutaias.  Além de passar por mentiroso, comete o crime de falsidade ideológica, burla a legislação brasileira a respeito de rádio e comunicação nos aspectos sobre participação de estrangeiros (podem deter até 30% do capital social), etc.

A revista ISTO É, surpreendemente, denuncia que Paulo Henrique Cardoso mente quando diz que é detentor de 71% das ações da Rádio Disney.  A revista apurou junto à Junta Comercial de São Paulo que ele possui apenas 1,4% do capital social e os restantes 98,6 pertencem ao grupo norte-americano ABC Venture Corp.

Reproduzo as perguntas formuladas pelo site http://www.advivo.com.br/ de 21 do corrente:

"Vamos ver se a Anatel e a PF vão dar à Rádio Disney o tratamento que dão às rádios comunitárias, que são perseguidas, fechadas, têm equipamentos confiscados e seus donos processados".

"Vamos ouvir também o que têm a dizer pai (FHC) e filho (PHC) sobre a ação feita para burlar a lei brasileira".

É mais um assunto que irá para o meu caderninho de cobranças futuras.  Senão tudo cai no esquecimento como costuma acontecer entre nós.

Reprodução de imagem da ISTO É

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Igreja dá posse ao governo grego

Parte da imprensa grega felicita o acordo histórico celebrado entre os socialistas no poder  e a oposição de direita que formalizou um governo de unidade, concluído no “último minuto” sobre pressão dos credores.  O Executivo será liderado por Lucas Papademos. Ex-vice presidente do Banco Central europeu.
Quando o poder vem de Deus o povo fica nas mãos do Diabo

domingo, 13 de novembro de 2011

Passaporte para o céu

Conforme anunciou o site comunique-se.com e a revista Veja , o bispo Edyr Macedo, representante máximo da Igreja Universal do Reino de Deus e da TV Record, foi agraciado com um passaporte diplomático, um mimo do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).

Além de não pagar nada por ele, estará isento de filas e revistas em portos e aeroportos. Coisas chatas restritas a simples mortais, como nós.

Mas não pense que tal regalia lhe é exclusiva.  Há tempos, o referido passaporte é concedido aos bispos da Igreja Católica Apostólica Romana e a outros dignitários de várias igrejas protestantes.

Os "pais-de-santo", "chefes-de-terreiro", "macumbeiros",  são candidatissimos ao privilégio.

Que tal fazer uma "fezinha", fundar um religião e solicitar um desses passaportes?  Nada nada, a gente se candidata a uma passagem de ida para o Céu.

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Comentário de Wilson Moreira dos Santos (Profissional Contratado)

A verdade é que ele teve o seu passaporte diplomático renovado, então essa informação do C-se de que ele acabou de receber não confere!
Agora por que destacar o passaporte do Bispo Macedo, se os bispos católicos sempre tiveram, e ninguém falou nada?
A Veja, como sempre, é seletiva ao dar suas informações!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mentir é sempre uma desgraça!

Mais uma vez pudemos comprovar que líderes políticos mundiais mentem e muito. Não só eles, é claro. Os não líderes também. Raramente alguém se salva nesse meio.


Graças a problemas técnicos no sistema de tradução simultânea durante conversa na reunião da cúpula do G20, recentemente ocorrida em Cannes, na França,  foi-nos dado a saber que o presidente da França Nicolas Sarkozy, confidenciou ao seu colega norte-americano Barak Obama: "Não posso vê-lo, é um mentiroso" referindo-se ao primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu.  Obama não teve dúvidas e sapecou:  "você está cansado dele e eu tenho que lidar com ele todos os dias"


Tais sinceridades ditas entre paredes são costumeiras, o que não nos surpreendem.  O que causa espécie é que tanto Sarkozy quanto Obama são - também - costumeiros mentirosos.  São especialistas na arte do despiste, do engodo, da invencionice, da mentira.  


Agora mesmo, sob a desculpa (mentira) de defender direitos humanos e ações humanitárias, atacaram a Líbia com suas poderosas forças armadas (auxiliados por outros países em sérias dificuldades econômicas); destruíram boa parte do patrimônio material daquele país e foram coniventes com a morte do seu dirigente Cel. Kadafi e seu filho, conforme cenas cruéis exibidas ao mundo através da mídia mundial.


São esses carniceiros falseadores da verdade que ainda desejam ditar as regras ao mundo civilizado!


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Frase de Oscar Niemayer



Ao nosso símbolo de inteligência, resistência, longevidade, humor refinado é atribuído a frase abaixo.

Nos seus quase 104 anos de idade (aniversaria em 15/12), está ainda está marcando gols à la Neymar.

" PROJETAR BRASÍLIA PARA OS POLÍTICOS QUE VOCÊS COLOCARAM LÁ, FOI COMO CRIAR UM LINDO VASO DE FLORES PARA ELES USAREM COMO PINICO.

BRASÍLIA NUNCA DEVERIA TER SIDO PROJETADA EM FORMA DE AVIÃO E SIM DE CAMBURÃO. "

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Correspondência enviada a jornalista

Ao tomar conhecimento do artigo da jornalista Eliane Catanhede publicado hoje na Folha-Online resolvi fazer-lhe umas considerações, via e.mail.  Mais por divertimento. A jornalista é muito responsável e preocupada tanto que trabalha nas férias. Vai que ela quer consertar o mundo, né? Será que o jornal lhe paga pelo trabalho extra?

Assim, transcrevo primeiramente o e.mail e, a seguir, o artigo da Eliane.


Distinta jornalista

Considerar Sarney e sua troupè como “Donos do Mundo” é exagero. 

Principalmente, levando em conta que a senhora está em gozo de férias. A cabeça esfria, o corpo distensiona-se, a preguiça assoma. A abrigalidade deve ser ótima, as comidas um luxo. O lençol macio, o ar condicionado acalenta as noites. E na Bahia. Algo não concedido a milhões de brasileirinhos. O que fazer? Nada é perfeito!

Acho justo porretear a família Sarney.  Quem o mandou sair do lugar comum? Tornou-se vidraça. Alvo preferido dos profissionais da imprensa. Nem só desses.

Surpreende-me a afirmação que o helicóptero utilizado é o mais caro do país.

Exagero aceitável para quem na Bahia descansa.  Não deve ser fácil essa vida de passar o tempo todo buscando vidraças, acumulando pedras, não é?

E que dizer do péssimo atendimento concedido ao coitado do pedreiro traumatizado no seu encéfalo craniano?  Seu transporte atrasou-se 10 minutos!  Um horror! Confesso que eu nem sabia que no Estado com o pior IDH do mundo, com os piores índices de portugueiz e de mate-raizquadrada-mática já está a transportar a desnatada classe social "E" em caríssimos helicópteros. Miséria!

Só R$62 mil mensais de remuneração? Ganha muito mais!  E os particulares?  Não conta?  Manda a FOLHA apurar direitinho que encontra mais.

Há algo que me intriga. Jamais li críticas por FHC também usar desses meios modernosos para deslocar-se ao seu sítio em Ibiúna ou à sua fazenda em Buritis-MG. E pior: o helicóptero não transportava os “desnatados” da época.  Também pudera: aquela gente fedorenta do MST? Iriam empestear a nave. Nesses ousados, porrete!

O mundo é isso. Donos, capatazes, vassalos. Santos e demônios.

Aproveite o lazer. Deixe de lado o afazer. Agora não é hora  de acumular grandes pedras. Só as pequeninas: grãos de areia.

MF      

24/08/2011 - 11h16

Donos do mundo

Estou de férias, passando uns dias na Bahia, e queria entender direitinho essa história do Sarney fazendo turismo no helicóptero do Maranhão. Vamos lá:
Então, o governo do Estado mais pobre, com o pior IDH e os piores índices de português e matemática comprou o helicóptero mais caro do país?
A desculpa, ops!, o motivo foi cuidar da segurança de todos os cidadãos maranhenses?
E o tal helicóptero serve mesmo para transportar os pais da governadora nos fins de semana, com todo o conforto, para a ilha particular da família?
Mas os índices de criminalidade não são piores justamente nos fins de semana, quando o tal helicóptero seria mais útil para a população?
E o que estavam fazendo no voo o um empresário que tem os maiores contratos com o Estado e a sua mulher? Tratando do interesse público?
O que é mais urgente e importante: o ferido com traumatismo encéfalocraniano que chegou no primeiro helicóptero e ficou esperando o desembarque da família imperial e seu séquito ou os veranistas Sarney e seus amigos empresários?
Se o Sarney ganha R$ 62 mil por mês, do Senado, da aposentadoria do governo do Maranhão e de uma tal aposentadoria do Tribunal de Justiça do Estado (que é uma verdadeira mãe, pelo visto), por que ele não pode pagar os próprios passeios?
Desisto. Não dá mesmo pra entender nada. Só os verdadeiros motivos de o Maranhão e os maranhenses estarem como estão. É de chorar.
Eliane Cantanhêde
Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folhaem Brasília.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Presidente da agência S&P perde o cargo


23 de Agosto de 2011 
O presidente da agência classificadora de riscos Standard  & Poor's - DEVEN SHARMA - literalmente "dançou" por ter determinado que a nota de qualificação do crédito de longo prazo relativa à dívida dos Estados Unidos fosse rebaixada de "AAA" para "AA+". 
 Ele continuará trabalhando como conselheiro da agência e deixará a empresa definitivamente no fim do ano. Deverá ser substituído por Douglas Peterson, funcionário do alto escalão do banco Citigroup.
A crescente dívida e o pesado déficit no orçamento dos EUA levaram a  S&P tomar a radical medida, que abalou os mercados financeiros de todo o mundo e aumentou a descrença na economia norte-americana.
Será que diante dessa retaliação, num futuro próximo, a agência ousará novamente em rebaixar a nota dos EUA caso sua economia continue em declínio?  Ou, pressionada como deve estar, elevará a nota ao patamar anterior?
Lembremo-nos que os interesses envolvidos são muitíssimos.
Não se desafia a ainda maior potência mundial impunemente.  Aí estão (ou estiveram), entre outros,  Che Guevara, Saddam Husserin, Kaddafi, Osama Bin Laden, como exemplo.

http://www.brasil247.com.br/pt/247/economia/12703/Presidente-de-ag%C3%AAncia-que-rebaixou-EUA-%C3%A9-substitu%C3%ADdo.htm

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Será que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) está sobre o efeito de agrotóxicos para falar tanta "abobrinha radioativa"?

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Hipocrisia ou ingenuidade?

AVISO:  Em 07 de julho passado havia preparado o artigo abaixo.  Porém, devido a afazeres outros, deixei de postá-lo.  Ficou perdido por aí.  Nesse interim, NOÉ MASSARI, por razões próprias, retirou do ar o seu blog.  Uns dizem que é para dar um descanso na cachola, que anda cheia; Outros porque a "assessoria" que presta ao presidente da Câmara Municipal de Conchal toma-lhe todo o tempo disponível.  Afirma-se que as tarefas e os aconselhamentos são tantos que até a presidência do PTB local ele abriu a mão.
Que coisa! 


Vamos ao retardado artigo.

Caráter todos tem. Uns como seu maior legado e orgulho. Outros como seu pior fantasma.

É possível denotar no comportamento humano uma dupla moral: uma que prega, mas não pratica; outra que pratica, mas não prega.

Lembrei-me desta lição ao tomar conhecimento do artigo constante do blog http://www.noemassari.com.br/, datado de 25 do corrente e cujo título é: O PT é corrupto?

O autor e dono do blog, Noé, em sua primeira frase, escreve: “Quem sofre com a injustiça de ser denunciado, julgado e condenado como eu, deve ter muito cuidado quando faz comentário sobre denúncias jornalísticas”. Depois, desfia um rosário de acusações sobre possíveis casos de malfeitos praticados por integrantes do Partido dos Trabalhadores, a maioria transitando na Justiça, ainda sem julgamento definitivo.

A frase nos leva a pensar se se trata de ingenuidade ou hipocrisia astuciosa por parte de quem a formula.

Noé, macaco velho, usa dos termos “segundo ouço falar”, “dizem”, “assistimos os casos” para resguardar-se de improvável acusação a lhe pesar por leviandade ou por calúnia. Quem se daria a esse trabalho todo?

Temos acompanhado as suas reiteradas tentativas em dizer-se injustiçado por acusações infundadas e irreais. Ingenuidade, hipocrisia? Estaria ele se referindo ao caso “CONSERVIAS” em que, está – profundamente - enredado juntamente com Barros Munhoz, Sandro Pio, Ademir Graciatto e outros tantos ilustres cidadãos como publicou a imprensa recentemente?

Ao dramatizar sua desconfortável situação, dá que já foi julgado e condenado. Eu lhe pergunto: Por quem? Pela opinião pública? Pelos freqüentadores de botequins? Por poderosa imprensa? Pelos adversários e inimigos? Por pessoas de bem? Ou pela própria consciência? Até o momento, a Justiça de 1ª instância sequer se pronunciou, pois, o inquérito, já elaborado, sabe-se lá os porquês, “jaz” nos escaninhos da promotoria, embora seja de conhecimento de muitos, protegido que está por “segredo de justiça”. Tanto é verdade que a “grande imprensa” nacional, jornal Folha de São Paulo à frente, recentemente, fez gravíssimas acusações, creio que, com base nas diversas apurações e conclusões feitas por muitas mãos.

A exemplo das acusações que pesam contra os vários suspeitos de desvio de dinheiro público (do povo!), Noé é citado como tendo recebido para si e para outrem valores vultosos em espécie e em conta corrente. É o que li, ouvi falar!

Desconheço se tem obtido sucesso na sua tentativa (justa, ingênua ou hipócrita) de passar a imagem de uma pessoa com elevadas dívidas, situação financeira arruinada, empobrecida. Será que, ao ouvi-lo, mesmo os mais achegados, condoem-se com a pseudo situação “franciscana” que se faz anunciar? Tenho lá minhas dúvidas.

Nas defesas intentadas (direito que lhe assiste), desfecha ataques e manobras diversionistas contra integrantes do PT como querendo dizer: “Está vendo? Não só eu quem está no olho do furacão. Os integrantes do partido do senhor Lula também!”. Como subsídio, uso de phrase do próprio Noé quando escreve: “... Lula hoje ex-presidente, insiste em dizer que tudo não passou de uma farsa com intuito de derrubá-lo do governo e com isto, anestesiando o povo brasileiro e fazendo acreditar que política é isto mesmo” (sic).

Evidentemente, Noé Massari não tem nada de ingênuo. Ele, como é próprio dos pretensiosos, erra no juízo que faz das pessoas tomando-as como entes passíveis de manobras, de manipulação, de engodo.

O contorcionismo e a preocupação de parte dos suspeitos são enormes; a Justiça, principalmente a nossa, é lentíssima, atravancada. Quando não propositada. O que se requer e se cobra é que ela seja justa e equânime, insensível e infensa a nomes, currículos, pressões. E comece a mover-se de tal modo que nos impeça de conjecturar dos porquês dessa preocupante lentidão.

Cobramos só a apuração isenta dos fatos. E saia das gavetas!  E que se ponha cobro à desonestidade como seja confirmada e a aplicação das penalidades previstas pelas leis do Homem.
 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Jobim diz ter votado em José Serra. E daí?

Eis minha resposta ao artigo do professor e advogado Pedro Estevam Serrano.  O artigo está logo após.

Jobim confessou ter votado em Serra pelos seguidos anos de amizade.  E que comunicou, antecipadamente, essa disposição ao então presidente Lula.
O motivo foi, portanto, amizade e não capacidade, simpatia ou algo diferente.
Goste-se ou não, Jobim tem ministrado com competência.
As Forças Armadas, sob a sua liderança, têm-se mostrado coesa, prestando relevantes serviços à nação.
Embora respeite a decisão do ministro, considero a declaração excessiva, dispensável. Acrescento que José Serra não é o (maior) ícone da oposição como escreveu o autor do artigo. Nem de longe. Praticamente ele está “queimado”. Lutando para não se “afogar” nas correntezas do seu partido.
Não há nenhuma contradição republicana. Não há o que constranger a nossa presidenta.
Raciocinemos: se Jobim diz ter votado em Serra por consideração e está sob as ordens e determinações de Dilma, constrangido deveria estar ele!
Julgo não haver “sinuca”, não há que se falar em “ministro-dono”, nem omissão da senhora Dilma.
O que há são falatórios. Antipatias.
Ela, melhor do que ninguém, sabe o que é melhor para o seu governo, consequentemente, para o país.
                                                                   *  *  *  *  *  *

Saiu no site da Carta Capital e no blog Conversa Afiada

A preservação da República


Pedro Estevam Serrano
Vivemos uma época de confusão de valores, em que as situações de mistura entre o que é público e o que é privado são recorrentes. A recente declaração do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de que votou na campanha presidencial de 2010 no candidato José Serra (PSDB), ícone da oposição ao governo Dilma Rousseff, é mais um lance dessa confusão.

Em entrevista ao portal UOL, Jobim disse que votou em Serra pelos anos seguidos de uma amizade que é de conhecimento público. Disse ainda que comunicou o fato ao ex-presidente Lula —na ocasião, ocupante do mais alto cargo da esfera pública. Segundo Jobim, sua manifestação se deu ao ser convidado a gravar depoimento para a candidatura de Dilma.

O ministro teria dito, então, que havia uma posição “irremovível” que seria sua amizade e consequente voto em Serra, mas que havia uma situação “removível” que era sua condição de ministro a impedi-lo de fazer campanha para o tucano. Há de se convir que a colocação embute certo tom de desafio, mas Lula preferiu mantê-lo no cargo. Dilma venceu as eleições e também segurou Jobim no Ministério da Defesa.

É preciso separar o que é de cunho pessoal e o que é da esfera pública. Parece-me evidente que se o ministro quis votar no amigo no interior secreto da urna, o que se dá é o simples exercício de sua capacidade eleitoral ativa. Não há reparos a essa escolha, é um direito de todo cidadão. Pode-se argumentar que os amigos nem sempre partilham de nossas concepções —políticas, econômicas, sociais, religiosas— e ainda assim são nossos amigos.

Avalio, contudo, que a declaração pública de voto por Jobim constitui contradição ao princípio republicano, para além dos constrangimentos à presidenta.

O tom e o conteúdo adotados na declaração de voto denotam que Jobim se vê numa posição inatingível mesmo pela presidenta. Algo, aliás, presente na relação com o ex-presidente Lula, segundo a entrevista de Jobim. Essa postura, a rigor, empurra a presidenta para uma verdadeira “sinuca”, com duas soluções: ou Dilma o demite ou admite ter em seu Ministério alguém que não pode remover.

Na segunda hipótese, há reconhecimento de que Jobim é uma espécie de “ministro-dono” do cargo, diferente dos demais ministros e com capacidade para permanece no cargo independentemente de qualquer relação de confiança política com a presidenta. E é exatamente nesse ponto que reside o cerne do problema.

Os cargos de ministro de Estado são de provimento de confiança. Tal forma de provimento existe na estrutura administrativa como garantia ao princípio republicano, ou seja, de que o funcionamento do Estado se dá por orientação do interesse público . Em decorrência, esse princípio implica na periodicidade dos mandatos eletivos, quer dizer, mudança periódica de governo e governantes,e mais que iisso mudança de programas de governo.

Para possibilitar que tal mudança programatica de governo chegue a todos os rincões da Administração é que os cargos de auxiliares direitos do presidente tem provimento em comissão, por criterio de confiança politica do presidente. Para que este modelo republicano funcione de forma eficaz é fundamental que a presidenta salvaguarde a confiabilidade de seus nomeados face ao programa para a qual foi eleita.

O provimento em confiança anima-se, portanto, pelo imperativo de concretização do programa político e de governo consagrado nas urnas. É a partir do instituto da designação de auxiliares diretos, escolhidos por conta de sua confiabilidade política, que o presidente eleito leva a todos os rincões da Administração seu programa. Em suma, é só assim que se garante o mínimo de correlação entre os conteúdos defendidos na campanha eleitoral e a realização das políticas de governo.

Ora, quando Jobim declara que votou em Serra, o que ele está dizendo em alto e bom som é que avalia —pelo menos avaliava— o programa oposicionista como sendo melhor. Há, portanto, um desalinhamento transparente entre o que queria o ministro e o que defendeu a presidenta, com maioria do apoio da população votante. Esse ruído se torna ainda mais estridente se observarmos que, hoje, Serra se coloca no espectro político nacional como oposição sistemática e extrema ao governo Dilma.

Quando a presidenta da República permite a um ministro permanecer no cargo após ele se declarar desalinhado com o programa de governo e exprimir simpatia pelo candidato que representou programa político diverso, quem perde não é apenas a presidenta em termos de seu poder pessoal —aliás, este é o problema menor—, mas, sim, a República como valor em nosso sistema político.

A presidenta, nesta sua omissão, deixa de dar vazão a seu dever institucional de defender a República como principio jurídico e político, assim como deixa de ecoar a vontade dos eleitores que a elegeram. A situação desnuda não apenas a tentativa de subtrair poder da presidenta, mas, fundamentalmente, conduta claudicante no dever de defesa da República como valor maior.

Ademais, qualquer argumentação de defesa do voto por razões pessoais tende, igualmente, a ser contrária aos interesses públicos, já que a motivação do voto deveria assentar-se sobre critérios racionais e lógicos voltados aos programas de governo. Este é, aliás, um dos nortes no debate sobre reforma política: como fortalecer as escolhas programáticas na hora do voto, em substituição às opções emocionais —tais quais a amizade.

Por fim, o que os brasileiros ficamos a nos perguntar diante das declarações de Jobim é: entre as pessoas e líderes dos partidos que apoiam o programa político para o qual Dilma foi eleita para concretizar, não há ninguém em condições de assumir o Ministério da Defesa? Alguém em especial que não se sinta tentado a desafiar a autoridade presidencial e a menoscabar o projeto político do governo do qual participa?

Pedro Estevam Serrano é advogado e professor de Direito Constitucional da PUC-SP,mestre e doutor em Direito do Estado pela PUC-SP.