"Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido". Lucas, 8:17,12:2 em Mateus10:26

"Corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene". Amós (570-550 a.c.)

"Ninguém pode ser perfeitamente livre até que todos o sejam".

Santo Agostinho

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Presidente da agência S&P perde o cargo


23 de Agosto de 2011 
O presidente da agência classificadora de riscos Standard  & Poor's - DEVEN SHARMA - literalmente "dançou" por ter determinado que a nota de qualificação do crédito de longo prazo relativa à dívida dos Estados Unidos fosse rebaixada de "AAA" para "AA+". 
 Ele continuará trabalhando como conselheiro da agência e deixará a empresa definitivamente no fim do ano. Deverá ser substituído por Douglas Peterson, funcionário do alto escalão do banco Citigroup.
A crescente dívida e o pesado déficit no orçamento dos EUA levaram a  S&P tomar a radical medida, que abalou os mercados financeiros de todo o mundo e aumentou a descrença na economia norte-americana.
Será que diante dessa retaliação, num futuro próximo, a agência ousará novamente em rebaixar a nota dos EUA caso sua economia continue em declínio?  Ou, pressionada como deve estar, elevará a nota ao patamar anterior?
Lembremo-nos que os interesses envolvidos são muitíssimos.
Não se desafia a ainda maior potência mundial impunemente.  Aí estão (ou estiveram), entre outros,  Che Guevara, Saddam Husserin, Kaddafi, Osama Bin Laden, como exemplo.

http://www.brasil247.com.br/pt/247/economia/12703/Presidente-de-ag%C3%AAncia-que-rebaixou-EUA-%C3%A9-substitu%C3%ADdo.htm

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Será que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) está sobre o efeito de agrotóxicos para falar tanta "abobrinha radioativa"?

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Hipocrisia ou ingenuidade?

AVISO:  Em 07 de julho passado havia preparado o artigo abaixo.  Porém, devido a afazeres outros, deixei de postá-lo.  Ficou perdido por aí.  Nesse interim, NOÉ MASSARI, por razões próprias, retirou do ar o seu blog.  Uns dizem que é para dar um descanso na cachola, que anda cheia; Outros porque a "assessoria" que presta ao presidente da Câmara Municipal de Conchal toma-lhe todo o tempo disponível.  Afirma-se que as tarefas e os aconselhamentos são tantos que até a presidência do PTB local ele abriu a mão.
Que coisa! 


Vamos ao retardado artigo.

Caráter todos tem. Uns como seu maior legado e orgulho. Outros como seu pior fantasma.

É possível denotar no comportamento humano uma dupla moral: uma que prega, mas não pratica; outra que pratica, mas não prega.

Lembrei-me desta lição ao tomar conhecimento do artigo constante do blog http://www.noemassari.com.br/, datado de 25 do corrente e cujo título é: O PT é corrupto?

O autor e dono do blog, Noé, em sua primeira frase, escreve: “Quem sofre com a injustiça de ser denunciado, julgado e condenado como eu, deve ter muito cuidado quando faz comentário sobre denúncias jornalísticas”. Depois, desfia um rosário de acusações sobre possíveis casos de malfeitos praticados por integrantes do Partido dos Trabalhadores, a maioria transitando na Justiça, ainda sem julgamento definitivo.

A frase nos leva a pensar se se trata de ingenuidade ou hipocrisia astuciosa por parte de quem a formula.

Noé, macaco velho, usa dos termos “segundo ouço falar”, “dizem”, “assistimos os casos” para resguardar-se de improvável acusação a lhe pesar por leviandade ou por calúnia. Quem se daria a esse trabalho todo?

Temos acompanhado as suas reiteradas tentativas em dizer-se injustiçado por acusações infundadas e irreais. Ingenuidade, hipocrisia? Estaria ele se referindo ao caso “CONSERVIAS” em que, está – profundamente - enredado juntamente com Barros Munhoz, Sandro Pio, Ademir Graciatto e outros tantos ilustres cidadãos como publicou a imprensa recentemente?

Ao dramatizar sua desconfortável situação, dá que já foi julgado e condenado. Eu lhe pergunto: Por quem? Pela opinião pública? Pelos freqüentadores de botequins? Por poderosa imprensa? Pelos adversários e inimigos? Por pessoas de bem? Ou pela própria consciência? Até o momento, a Justiça de 1ª instância sequer se pronunciou, pois, o inquérito, já elaborado, sabe-se lá os porquês, “jaz” nos escaninhos da promotoria, embora seja de conhecimento de muitos, protegido que está por “segredo de justiça”. Tanto é verdade que a “grande imprensa” nacional, jornal Folha de São Paulo à frente, recentemente, fez gravíssimas acusações, creio que, com base nas diversas apurações e conclusões feitas por muitas mãos.

A exemplo das acusações que pesam contra os vários suspeitos de desvio de dinheiro público (do povo!), Noé é citado como tendo recebido para si e para outrem valores vultosos em espécie e em conta corrente. É o que li, ouvi falar!

Desconheço se tem obtido sucesso na sua tentativa (justa, ingênua ou hipócrita) de passar a imagem de uma pessoa com elevadas dívidas, situação financeira arruinada, empobrecida. Será que, ao ouvi-lo, mesmo os mais achegados, condoem-se com a pseudo situação “franciscana” que se faz anunciar? Tenho lá minhas dúvidas.

Nas defesas intentadas (direito que lhe assiste), desfecha ataques e manobras diversionistas contra integrantes do PT como querendo dizer: “Está vendo? Não só eu quem está no olho do furacão. Os integrantes do partido do senhor Lula também!”. Como subsídio, uso de phrase do próprio Noé quando escreve: “... Lula hoje ex-presidente, insiste em dizer que tudo não passou de uma farsa com intuito de derrubá-lo do governo e com isto, anestesiando o povo brasileiro e fazendo acreditar que política é isto mesmo” (sic).

Evidentemente, Noé Massari não tem nada de ingênuo. Ele, como é próprio dos pretensiosos, erra no juízo que faz das pessoas tomando-as como entes passíveis de manobras, de manipulação, de engodo.

O contorcionismo e a preocupação de parte dos suspeitos são enormes; a Justiça, principalmente a nossa, é lentíssima, atravancada. Quando não propositada. O que se requer e se cobra é que ela seja justa e equânime, insensível e infensa a nomes, currículos, pressões. E comece a mover-se de tal modo que nos impeça de conjecturar dos porquês dessa preocupante lentidão.

Cobramos só a apuração isenta dos fatos. E saia das gavetas!  E que se ponha cobro à desonestidade como seja confirmada e a aplicação das penalidades previstas pelas leis do Homem.
 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Jobim diz ter votado em José Serra. E daí?

Eis minha resposta ao artigo do professor e advogado Pedro Estevam Serrano.  O artigo está logo após.

Jobim confessou ter votado em Serra pelos seguidos anos de amizade.  E que comunicou, antecipadamente, essa disposição ao então presidente Lula.
O motivo foi, portanto, amizade e não capacidade, simpatia ou algo diferente.
Goste-se ou não, Jobim tem ministrado com competência.
As Forças Armadas, sob a sua liderança, têm-se mostrado coesa, prestando relevantes serviços à nação.
Embora respeite a decisão do ministro, considero a declaração excessiva, dispensável. Acrescento que José Serra não é o (maior) ícone da oposição como escreveu o autor do artigo. Nem de longe. Praticamente ele está “queimado”. Lutando para não se “afogar” nas correntezas do seu partido.
Não há nenhuma contradição republicana. Não há o que constranger a nossa presidenta.
Raciocinemos: se Jobim diz ter votado em Serra por consideração e está sob as ordens e determinações de Dilma, constrangido deveria estar ele!
Julgo não haver “sinuca”, não há que se falar em “ministro-dono”, nem omissão da senhora Dilma.
O que há são falatórios. Antipatias.
Ela, melhor do que ninguém, sabe o que é melhor para o seu governo, consequentemente, para o país.
                                                                   *  *  *  *  *  *

Saiu no site da Carta Capital e no blog Conversa Afiada

A preservação da República


Pedro Estevam Serrano
Vivemos uma época de confusão de valores, em que as situações de mistura entre o que é público e o que é privado são recorrentes. A recente declaração do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de que votou na campanha presidencial de 2010 no candidato José Serra (PSDB), ícone da oposição ao governo Dilma Rousseff, é mais um lance dessa confusão.

Em entrevista ao portal UOL, Jobim disse que votou em Serra pelos anos seguidos de uma amizade que é de conhecimento público. Disse ainda que comunicou o fato ao ex-presidente Lula —na ocasião, ocupante do mais alto cargo da esfera pública. Segundo Jobim, sua manifestação se deu ao ser convidado a gravar depoimento para a candidatura de Dilma.

O ministro teria dito, então, que havia uma posição “irremovível” que seria sua amizade e consequente voto em Serra, mas que havia uma situação “removível” que era sua condição de ministro a impedi-lo de fazer campanha para o tucano. Há de se convir que a colocação embute certo tom de desafio, mas Lula preferiu mantê-lo no cargo. Dilma venceu as eleições e também segurou Jobim no Ministério da Defesa.

É preciso separar o que é de cunho pessoal e o que é da esfera pública. Parece-me evidente que se o ministro quis votar no amigo no interior secreto da urna, o que se dá é o simples exercício de sua capacidade eleitoral ativa. Não há reparos a essa escolha, é um direito de todo cidadão. Pode-se argumentar que os amigos nem sempre partilham de nossas concepções —políticas, econômicas, sociais, religiosas— e ainda assim são nossos amigos.

Avalio, contudo, que a declaração pública de voto por Jobim constitui contradição ao princípio republicano, para além dos constrangimentos à presidenta.

O tom e o conteúdo adotados na declaração de voto denotam que Jobim se vê numa posição inatingível mesmo pela presidenta. Algo, aliás, presente na relação com o ex-presidente Lula, segundo a entrevista de Jobim. Essa postura, a rigor, empurra a presidenta para uma verdadeira “sinuca”, com duas soluções: ou Dilma o demite ou admite ter em seu Ministério alguém que não pode remover.

Na segunda hipótese, há reconhecimento de que Jobim é uma espécie de “ministro-dono” do cargo, diferente dos demais ministros e com capacidade para permanece no cargo independentemente de qualquer relação de confiança política com a presidenta. E é exatamente nesse ponto que reside o cerne do problema.

Os cargos de ministro de Estado são de provimento de confiança. Tal forma de provimento existe na estrutura administrativa como garantia ao princípio republicano, ou seja, de que o funcionamento do Estado se dá por orientação do interesse público . Em decorrência, esse princípio implica na periodicidade dos mandatos eletivos, quer dizer, mudança periódica de governo e governantes,e mais que iisso mudança de programas de governo.

Para possibilitar que tal mudança programatica de governo chegue a todos os rincões da Administração é que os cargos de auxiliares direitos do presidente tem provimento em comissão, por criterio de confiança politica do presidente. Para que este modelo republicano funcione de forma eficaz é fundamental que a presidenta salvaguarde a confiabilidade de seus nomeados face ao programa para a qual foi eleita.

O provimento em confiança anima-se, portanto, pelo imperativo de concretização do programa político e de governo consagrado nas urnas. É a partir do instituto da designação de auxiliares diretos, escolhidos por conta de sua confiabilidade política, que o presidente eleito leva a todos os rincões da Administração seu programa. Em suma, é só assim que se garante o mínimo de correlação entre os conteúdos defendidos na campanha eleitoral e a realização das políticas de governo.

Ora, quando Jobim declara que votou em Serra, o que ele está dizendo em alto e bom som é que avalia —pelo menos avaliava— o programa oposicionista como sendo melhor. Há, portanto, um desalinhamento transparente entre o que queria o ministro e o que defendeu a presidenta, com maioria do apoio da população votante. Esse ruído se torna ainda mais estridente se observarmos que, hoje, Serra se coloca no espectro político nacional como oposição sistemática e extrema ao governo Dilma.

Quando a presidenta da República permite a um ministro permanecer no cargo após ele se declarar desalinhado com o programa de governo e exprimir simpatia pelo candidato que representou programa político diverso, quem perde não é apenas a presidenta em termos de seu poder pessoal —aliás, este é o problema menor—, mas, sim, a República como valor em nosso sistema político.

A presidenta, nesta sua omissão, deixa de dar vazão a seu dever institucional de defender a República como principio jurídico e político, assim como deixa de ecoar a vontade dos eleitores que a elegeram. A situação desnuda não apenas a tentativa de subtrair poder da presidenta, mas, fundamentalmente, conduta claudicante no dever de defesa da República como valor maior.

Ademais, qualquer argumentação de defesa do voto por razões pessoais tende, igualmente, a ser contrária aos interesses públicos, já que a motivação do voto deveria assentar-se sobre critérios racionais e lógicos voltados aos programas de governo. Este é, aliás, um dos nortes no debate sobre reforma política: como fortalecer as escolhas programáticas na hora do voto, em substituição às opções emocionais —tais quais a amizade.

Por fim, o que os brasileiros ficamos a nos perguntar diante das declarações de Jobim é: entre as pessoas e líderes dos partidos que apoiam o programa político para o qual Dilma foi eleita para concretizar, não há ninguém em condições de assumir o Ministério da Defesa? Alguém em especial que não se sinta tentado a desafiar a autoridade presidencial e a menoscabar o projeto político do governo do qual participa?

Pedro Estevam Serrano é advogado e professor de Direito Constitucional da PUC-SP,mestre e doutor em Direito do Estado pela PUC-SP.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cientistas temem que pesquisas médicas criem macacos falantes

 Meu  comentário:  Será que experiências contrárias já foram feitas, isto é, inocular células de animais em seres humanos?  Penso que sim!  Tem tantos indivíduos "burros"!  Sem falar dos tipos "rato, elefante, macacos, leões, lacraia, preguiça ..." -  uma verdadeira fauna perambulando por aí!".


Notícia:
Relatório da Academia de Ciências Médicas britânica alerta para anomalias decorrentes do abuso no transplante de células humanas em animais.

25 de julho de 2011
A Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha está pedindo ao governo que estipule regras mais estritas paras as pesquisas médicas envolvendo animais. O grupo teme que experimentos envolvendo transplante de células acabem criando anomalias, como macacos com a capacidade de pensar e falar como os humanos.


Petr Josek/Reuters

Para relatório, 'criar características como a linguagem ou aparência humana' levanta questões éticas

O alerta ressalta o debate da questão dos limites da pesquisa científica. Um dos autores do relatório, o professor Christopher Shaw, do King's College de Londres, diz que tais estudos "são extraordinariamente importantes".

A academia ressalta ainda que não é contrária a experimentos que envolvam, por exemplo, o implante de células e tecidos humanos em animais.

Estudos atuais, por exemplo, transplantam células cancerígenas em ratos a fim de testar novas drogas contra o avanço da doença.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Não entendo porque político sofre tanto

O que irei mostrar é o quanto "sofre" um indivíduo quando envereda pelo mundo político tudo por idealismo, vontade de servir ao povo e ao Brasil! 

É o caso de ÍNDIO DA COSTA, esse da foto com as mãos levantadas a assinalar 45 com os dedos, número da sigla do PSDB e que, na ocasião, era o candidato a vice na chapa derrotada de JOSÉ SERRA nas eleições presidenciais de 2010.  No vídeo abaixo, verá que o bem-propositado político foi asperamente interpelado e achincalhado na visita que fez à favela da Rocinha, durante a campanha de 2008 a deputado estadual. Literalmente, ele foi botado a correr do local por pessoas que a gente supõe pertencerem a facções políticas adversas.  Todos estão vestidos com aprumo, não parecem ser moradores do local.

Compreende-se perfeitamente que os ânimos estivessem à flor da pele. A disputa para bem-servir o povo e o exercício probo da cidadania leva, muitas vezes, à perda da linha.  Ossos do ofício.  rsssss...

sábado, 2 de julho de 2011

Que mancada!!!

Talarico Serra e Magda M. Dutra, correspondentes SP

Comenta-se, à meia voz, nos corredores e salas do Palácio dos Bandeirantes, que o querido deputado-presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo (ALESP) Barros Munhoz, impensadamente ou de propósito, deu o “maior fora” por ocasião da concorrida cerimônia de posse da nova secretária de Agricultura do Estado de São Paulo acontecida no último dia 6 do mês de julho.

Presenças ilustres. Governador Geraldo Alckmin, secretariado em peso, figuras de relevo do setor agropecuário (os mini, pequenos e médios produtores nem recebem convite), autoridades do Judiciário, claque animada.

Chega a vez do nosso Totonho. Saúda a todos, enaltece e parabeniza Mônika Bergamaschi, a secretária empossada. Ao dirigir-se ao governador Geraldo Alckmin, com aquele jeito tipo “Odorico Paraguassu”, auditório lotado, saca do seu vasto repertório de sutilezas como se fora um elefante em loja de cristais: “Nós queremos mais. Nós queremos mais recursos do orçamento da Secretaria de Agricultura, governador. Nós precisamos valorizar o agricultor”.

“Não quero acreditar no que estou a ouvir. Será que o Totonho é meu aliado ou é da turma do fogo amigo?”, “Poxa, o “el gordito” tá a detonar o meu governo! Eu fico por aí agitando a maior bandeira que o agronegócio é prioridade e ele vem com essa?! Pode? ”, pensava o governador sem alterar a sua impassível expressão fisionômica, que faz lembrar a “Mona Lisa” de Leonardo Da Vinci. Aquela do olhar fixo, sorriso permanente, enigmático.

E cada vez mais subindo nas tamancas, Totonho mandava: “Temos que lutar pelo preço da agricultura, pelo preço dos produtos agrícolas, pela sobrevivência de quem produz. Quem produz merece respeito”.

A cada frase de Totonho, o governador Geraldo levava um susto. Contorcia-se na cadeira.

“Eu to achando que o Totonho tá de sacanagem comigo. Onde se viu ele fazer estas cobranças assim na frente de todo o mundo?”, meditava o governador.

E Totonho, sem descanso, seguia com o seu ramerrão: “Esse país é o que é graças à agropecuária nacional”, “É a agricultura que sustenta a grandeza do país”.

E Geraaallldddooo encolhia cada vez mais na cadeira. “Que será que vem agora pela frente?, cogitava o pindense ilustre.

Totonho, incansável, fustigava: “E a gente fica esmolando às vezes recursos que sobram e que são esbanjados, desnecessariamente, em setores muito menos importantes!”.

Geraldo mona lisa continuava a ruminar: “Esbanjados? E eu que vejo aquela gastança toda do Legislativo do Estado e nada posso fazer. Pelo menos, aquele "teatro de marionetes" serve para barrar eventuais CPIs da Oposição”.

Lembrou ele, Totonho, quando ministro de Agricultura do Brasil, foi o que conseguiu a MAIOR verba para custeio e investimento em safras até então. Deixou de dizer, o esquecido, que naqueles tempos, a inflação já andava a galope. E, ao finalizar a comovente oratória, olhando de soslaio o mandatário mor de São Paulo, lascou: “Querido governador e amigo Geraldo Alckmin: neste instante e diante desta platéia, testemunhas vivas, auditivas e oculares que são, conclamo-o a ELEVAR o orçamento da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Muito obrigado!”.

“Putz, f*deu de vez!”, “Agora é que consegui entender todo esse empenho do Munhoz; ele é parte interessada, já que é proprietário de extensa e rica área rural conseguida, penso, através das “consultorias” que presta conforme suas declarações recentes na imprensa ao justificar depósitos bancários encontrados em sua conta corrente”. Meditou o vale-paraibano.

Do autor: Anexo cópia do artigo publicado pelo “A Gazeta” do dia 11/06, à página 6 do caderno Geral. Parece que o artigo não mais consta do site do jornal. Por que será?

FHC assinou sem ler decreto de sigilo eterno

Saiu no UOL:


FHC volta a dizer que assinou sem ler decreto de sigilo eterno

BRENO COSTA, de Brasília (DF)

O ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso voltou a afirmar nesta quinta-feira que assinou o decreto que cria o sigilo eterno em relação a determinados documentos produzidos pelo governo sem saber do que se tratava.

“Fiz sem tomar conhecimento. Foi no último dia do mandato, tinha uma pilha de documentos e eu só vi dois anos depois. O que é isso? Mandei reconstituir para saber o que era”, afirmou FHC ao chegar ao gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

domingo, 26 de junho de 2011

Eis no que dá deter informações incorretas

Na ânsia de divulgar “furo” de reportagem, objetivo primordial do jornalismo profissional, a seção Radar da revista Veja, aos cuidados de Lauro Jardim (esse da foto), publicou a nota “Que valorização, hein?” na qual acusa a ministra Gleisi Hofmann de haver declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ser proprietária de um apartamento localizado em Curitiba, com 412 metros quadrados no valor de R$ 250 mil.


Acrescentou que o apartamento valia quatro vezes mais do que o valor declarado. Uns R$ 900 mil.

A nota foi publicada no dia 25 do corrente, às 2:02 h.

Porém, o jornalista viu-se obrigado a desqualificar a própria noticia, na qual tentou enredar a ministra, pois, conforme ele mesmo fez publicar (às 13:23 h do mesmo dia), no rodapé da matéria falsa, o seguinte adendo:

“(houve um lamentável erro de apuração na nota acima. O apartamento da ministra Gleisi Hoffman, comprado em 2003, possui 192 metros quadrados. A ministra esclarece que o imóvel valorizou-se, mas não chega a valer 900 000 reais).

Se fosse profissional isento, teria mencionado igualmente que o senador da República pelo Paraná, Alvaro Dias (PSDB), possui a quatro/cinco quadras distante do endereço da ministra Gleisi um apartamento no portentoso edifício Wimbledon Park, de mais de 600 metros quadrados e cujo valor declarado ao TSE foi de R$ 173.493,13. 

O informante do "afobado" jornalista além de mal informado, desconsiderou que os imóveis valorizaram-se bastante com a apreciação da nossa moeda nos últimos tempos.

A retificação feita não o exime de culpa. Sua obrigação profissional era a de ter checado, por outras vias, a informação primeira que suponho tenha recebido.


Que "furada", hein?

domingo, 19 de junho de 2011

Interpretação distorcida, errada ou de má fé?

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO noticiou, com estardalhaço, no dia 17 último, que ficaria a critério do executivo a publicação ou não dos gastos em obras destinadas à Copa das Confederações de 2013, ao Mundial de Futebol de 2014 e Olimpíadas de 2016, através de um novo instrumento denominado Regime Diferenciado de Contratações (RDC), aprovado pela Câmara de Deputados no bojo da MP 527/2011.

Textualmente publicou: Em ofício enviado ao Tribunal de Contas da União, o Ministério do Esporte avisou que a prestação de contas de novos contratos de valor estimado em R$ 10 bilhões vai depender da "conveniência do Poder Executivo".

Tal notícia causou alvoroço na imprensa, nos meios políticos, econômico-financeiros, empresariais, órgãos da administração pública,  população em geral.  E sérios danos à imagem do governo Dilma para alegria de oposicionistas de plantão, blogueiros, principalmente, os ligados à revista Veja, sequiosos em "melar" tais eventos. Entendemos e até já aguardávamos esse papel a eles exigidos, cobrado com rigor.

Porém, de acordo com fontes insuspeitas, a notícia é distorcida, falsa, ou seja, o ofício do Ministério não dizia nada disso nem sequer se referia a "prestações de contas". A mídia concorrente da Folha não entrou nessa canoa furada. Foi mais cuidadosa na análise e interpretação.

O RDC, entre outros, trata dos critérios que serão adotados para introduzir "na matriz de responsabilidades", que vem a significar a distribuição das responsabilidades dos municípios, estados e União em relação às obras. Caso ocorra a necessidade de incluir novas obras, o ministério chama para si essa responsabilidade, de modo a evitar que municípios e estados possam tomar essa decisão sozinhos. Não há nenhuma menção no documento a valores nem mesmo à prestação de conta. O ofício fala de uma outra coisa. Aparentemente, a Folha cometeu um erro.

Só aparentemente, pois, mesmo com as explicações da administração, a FOLHA, em manchete de hoje (18/06), alardeia que AGORA o governo promete divulgar as despesas da Copa. Diz um amigo que o jornal se utiliza de um subterfúgio para encobrir a "barriga" ou até mesmo pratica ato de má-fé.

A presidenta Dilma tomou a iniciativa de explicar a nova legislação e declarou que os jornalistas (da Folha de SP) a interpretaram incorretamente. Ela foi muito boazinha!

Explicou em palavras que sintetizo: Resolveu-se implantar um novo tipo de licitação ao qual foi dado o nome de SIGILO DE ORÇAMENTO. Significa que o licitante, no caso o governo, não mais mostrará - aos participantes da licitação - os cálculos apurados do quanto orçou o valor as obras. Os órgãos fiscalizadores como o TCU, a CGU tomarão conhecimento prévio dos valores orçados e, assim, poderão melhor acompanhar o processo. O próprio TCU participou ativamente da elaboração desse novo tipo de licitação. É uma prática já adotada na União Européia, Estados Unidos, Organismos Internacionais, com sucesso. Espera-se, com a adoção do RDC, baixar os custos das obras e coibir a formação de cartéis. Espera-se, finalmente, que os jornalistas autores da matéria releiam ‘direitinho’ a legislação para melhor informar os seus leitores.

O próprio presidente do TCU, Benjamin Zymler, declarou: "O Regime Diferenciado de Contratações pode aperfeiçoar o controle de recursos públicos e o andamento das licitações e contratações".

A matéria será discutida no Senado.  Desde já o presidente José Sarney se posiciona contrário à aprovação dela do jeito que se encontra.  O líder senador Romero Jucá disse que carece lapidar o RDC para melhor entendimento. 

Dessa forma, ficamos com a certeza de que a Folha cometeu, no mínimo, um deslize. Se propositalmente ou não, fica a critério de cada um. Pode até ser por falta de entendimento, popularmente conhecido pelo termo "burrice"!

E vale a pena lembrar que há muitos assoprando "corneta" sem ao menos ter-se dado ao trabalho de ler a "partitura".

quarta-feira, 15 de junho de 2011

CGU versus STF

O chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Ministro JORGE HAGE, denunciou o Supremo Tribunal Federal (STF) de proteger corruptos e colarinhos brancos.

Para ele, as decisões do STF facilitam a vida de políticos corruptos e réus de colarinho branco ao conceder entendimentos que propiciam garantias exageradas e protetoras  aos réus.  "São entendimentos extremamente conservadores na linha de um garantismo exagerado, que facilita a vida dos réus de colarinho branco”, afirma categoricamente.

Hage adverte que o princípio de presunção de inocência não pode ser a presunção da versão do réu.

Ele espera que o STF reduza os obstáculos para que os processos cheguem ao final, para que os corruptos sejam condenados e possam ir para a cadeia”, disse.

Ao tomar conhecimento das afirmações do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União e indagado pelos repórteres se o Supremo realmente não pune políticos corruptos e criminosos do colarinho branco, que respondem a processo, o ministro Gilmar Mendes afirmou não estar seguro de que o Tribunal seja bonzinho com políticos e réus de colarinho branco.

“O tribunal é garantista, não permite terrorismo, não permite um estado policial”, ironizou, também esquecido de ter dado decisões favoráveis a Daniel Dantas, o mais notório criminoso do colarinho branco do país.

Pingos nos iis

Reproduzo carta do chefe da Controladoria-Geral da União, Ministro JORGE HAGE, dirigida à polêmica e destruidora de reputações (pelo menos, tenta) revista VEJA, aliada incondicional a um dos lados antagônicos do campo político nacional e internacional. Seu direito inconteste.

Brasília, 27 de dezembro de 2010.


Sr. Editor,

Apesar de não surpreender a ninguém que haja acompanhado as edições da sua revista nos últimos anos, o número 52 do ano de 2010, dito de “Balanço dos 8 anos de Lula”, conseguiu superar-se como confirmação final da cegueira a que a má vontade e o preconceito acabam por conduzir.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Alexandre não é tão "pato" assim

Eis a prova das seguidas contusões do "craque". Dizem que uma das cláusulas do seu contrato com o time do Milan prevê que ele receberá aulas particulares de italiano da própria filha do presidente Berlusconi, a Bárbara.

Em compensação, ela veio ao nosso país aprender o português e melhorar a comunicação com o aluno.

Ao presenciar a passeata promovida pelos bombeiros cariocas Bárbara pensou tratar-se de bloco carnavalesco de foliões tal a descontração e alegria manifestadas.  Só no Brasil é que bombeiro ao invés de apagar, bota fogo e promove quebra-quebra.  Também com "aquele" salário, hein? 

As fotos são de "paparazzi" feitas hoje, dia 12, quando aluno e professora passeavam pelo bairro Santa Teresa, RJ. 










sexta-feira, 10 de junho de 2011

Como éramos antes da cerveja

Ladrão de galinhas e outras cositas mas!

O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o levaram para a delegacia.

D - Delegado
L - Ladrão

D - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!

L - Não era para mim não. Era para vender.

D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!

L - Mas eu vendia mais caro.

D - Mais caro?

L - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.

L - Os ovos das minhas eu pintava.

D - Que grande pilantra... (mas já havia um certo respeito no tom do delegado...)

D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio..

D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?

L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados e senadores do PSDB. Dois ou três governadores do DEM, PP, PPS. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

L - Trilionário. Fui um dos coordenadores das privatizações das empresas estatais Embratel, Vale do Rio Doce, Telesp. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

L - Às vezes. Sabe como é.

D - Não sei não, excelência. Me explique.

L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.

D - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...

LFV

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Retrospectiva governo Lula

A Rede Globo, através da equipe comandada pelo diretor geral Ali Kamel elaborou uma retrospectiva geral dos principais fatos relativos aos 8 anos de governo Lula. Porém, promoveu auto censura ao não dar publicidade dela.

Foram 8 anos de uma sucessão de fatos inusitados, alguns clamorosos. Tivemos até um "anãozinho" petulante da Bahia que prometeu estapear o presidente Lula. Outro, senador amazonense não reeleito, que disse a mesma coisa. Seriam essas atitudes descabidas fruto de inveja, de impotência diante do sucesso de um metalúrgico apedeuta?

Os fatos verdadeiros, que falam por si só, contam a história de um vencedor. Uma pessoa um tanto gabola, porém um ser sincero. Tremendamente simpático e genuinamente popular.

O primeiro líder agraciado como Estadista Global prêmio conferido pela Conferência Mundial de Davos (SU).

Veja o vídeo sonegado em:

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Uma idéia jenial (com "j" mesmo!)

Aconteceu, nesta última segunda-feira, durante a audiência na Câmara legislativa para debater problemas de animais da cidade, inclusive, a lotação das dependências da UIPA e do Almoxarifado da Prefeitura.  Pasme!  Neste (Almoxarifado), só há duas vagas!


Contou a representante da UIPA que, após ter dado “banho de loja” em oito cães e tê-los soltos em pontos estratégicos da cidade, dias depois, todos foram acolhidos pela população. O vereador presidente da reunião, parecendo bastante satisfeito com a inusitada e pra lá de imaginativa solução, afirmou: “é por aí mesmo; de repente, você encontrou a solução”.

Incrível como atitudes que podem gerar seríissimos danos à saúde pública (urina e cocô de cães são fontes  transmissoras de doenças), animal solto pode ocasionar acidentes ou mesmo atacar transeuntes, são aceitas pacificamente e até elogiadas.

O bom-senso recomenda que rua não é lugar de animais! Afinal, aqui não é a Índia onde, em determinadas regiões, as vacas transitam pelo mais variados locais em serem molestadas porque são considerados animais sagrados. 
 
Entre nós, só falta a idolatria de cães e gatos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Kadafi: procurado, de preferência vivo, para ser assassinado


16/05/2011 - 18:05

Fracassos da CIA e da oposição líbia sugerem operação de comandos 

Bab Al Aziziah - Fracassaram uma vez mais EUA, França e Grã-Bretanha em sua tentativa de assassinar Muamar Kadafi. Na primeira semana deste mês bombardearam sua casa aqui, em Bab al Aziziyah, mas não conseguiram assassiná-lo, embora, segundo alta autoridade do governo, ele encontrava-se em casa quando foi realizado o ataque aéreo por caças bombardeiros franceses e britânicos, que conseguiram assassinar o menor de seus filhos, Saif al-Arab, estudante na Alemanha, sem nenhum envolvimento na política líbia, que havia retornado recentemente no país, assim como assassinaram três netos de Kadafi. 
Há uma escassez de informações confiáveis. Entretanto, seguramente, a guerra dos imperialistas norte-americanos e franco-britânicos para a pilhagem do petróleo e gás natural da Líbia e sua redistribuição entre as forças dos presuntivos conquistadores sofreu sério golpe no que diz a sua legalidade nas consciências dos povos europeus.

domingo, 15 de maio de 2011

“País Rico É País sem Pobreza”, um plano que a mídia prefere ignorar

Marcos Coimbra

Pena que algo tão relevante fique em segundo plano nas discussões políticas e nas atenções da mídia. Obcecados com o tema do “retorno da inflação”, ninguém se interessa por outra coisa. Ficamos presos à velha agenda: “Gastos públicos descontrolados”, “fatores de instabilidade” e “limites ao crescimento”.

Uma das mais importantes decisões do governo Dilma Rousseff está prestes a se concretizar e poucas pessoas estão sabendo. Até o fim de maio, depois de meses de estudos e reuniões (que contaram com a participação ativa da presidenta), o Programa Brasil sem Miséria deverá ser lançado

Churrasco diferenciado de gente diferenciada

do Blog da Flávia Guerra, jornalista do "O Estado de São Paulo".

Zé Serra comendo uns" filé de gato". Isso durante a campanha.  Depois é só caviar 
São Paulo – Zona Leste (onde há muita gente diferenciada morando e louca para ter uma segunda linha de metrô)
Assim, caros leitores. Como boa jornalista que tento sempre ser, vou apurar melhor esta história para não proferir palavras em vão. Mas, acabo de chegar de Paulínia, onde fiz uma longa e bacana entrevista com Wagner Moura (que roda seu novo filme, A Cadeira do Pai, de Luciano Moura), e me deparo com  a ‘polêmica do metrô de Higienópolis e o Churrascão da Gente Diferenciada’.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

“Sapo não pula por boniteza, mas por precisão”

Transcrevo o artigo do deputado ALDO REBELO, relator do Código Florestal em discussão no Congresso, em que responde às críticas da jornalista "Globeleza" Miriam Leitão.

do Blog www.vermelho.org.br
"Em dois artigos recentes, a jornalista Miriam Leitão voltou ao tema do Código Florestal: acusou o debate de medíocre, talvez olhando no espelho as colunas que escreve, repetiu ataques pessoais ao relator e lançou as ameaças do apocalipse caso a legislação atual seja tocada."

Por Aldo Rebelo*
Nenhuma palavra sobre o fato de um decreto presidencial manter suspensa parte da legislação em vigor e as multas decorrentes dela, exatamente em razão dessas normas deixarem fora da lei quase 100% dos pequenos e médios agricultores do país.
Miriam Leitão sabe que a essência desse debate não se situa em torno de Reserva Legal e metragens de proteção de rios, e que seus amigos do Greenpeace estão se lixando para essa questão no resto do mundo. Estão preocupados com baleias na Argentina ou golfinhos em algum oceano do planeta. Os temas da Reserva Legal e Área de Preservação Permanente sequer são encontrados nos parlamentos ou na mídia dos países que financiam e acolhem as ONGs internacionais que aqui atuam com a desenvoltura que não se conhece por lá.

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mais "bicadas" no ninho dos tucanos

artigo compilado do blog do Coronel CoturnoNoturno, o nosso sargento taínha.

QUINTA-FEIRA, 5 DE MAIO DE 2011

PSD: Aécio faz de tudo para ficar perto, Serra faz de tudo para ficar longe.

Enquanto Aécio Neves (PSDB-MG) transforma uma feijoada para centenas de pessoas em jantar reservado com o ex-senador Jorge Bornhausen e planta notas de aproximação com o PSD na imprensa, José Serra (PSDB-SP) procura Geraldo Alckmin e Severino Sérgio Estelita Guerra para negar que "esteja por trás" do novo partido. São os hábeis e estrategistas tucanos puxando cada um para um lado, como sempre. Leia a matéria da Folha de São Paulo:
Segundo relatos obtidos pela Folha, Serra disse a todos que não se envolveu com a criação do PSD. Afirmou que tentou dissuadir Kassab, seu aliado, da ideia de deixar o DEM e criar a nova sigla. O ex-governador fez um diagnóstico de que o PSD vai se aproximar do governo Dilma -e, portanto, não seria vantajoso para ele. A criação do novo partido provocou nas últimas semanas dezenas de baixas no PSDB e nos outros partidos de oposição, DEM, ao qual Kassab era filiado, e PPS. Procurado ontem pela Folha, Serra não respondeu.
Rumores sobre sua participação no projeto de Kassab ganharam força quando o PSDB da capital paulista perdeu 6 de seus 13 vereadores. Todos os dissidentes são aliados de Kassab e fizeram campanha para ele em 2008, com o apoio de Serra. Na época, Alckmin concorria à prefeitura pelo PSDB. O partido ficou dividido e o governador sequer chegou ao segundo turno. Serra tem evitado falar publicamente sobre a debandada tucana em São Paulo. Na segunda-feira, após palestra em escola particular paulistana, negou que houvesse crise no PSDB e desconversou sobre a nova sigla. "É um partido que está sendo feito", disse aos repórteres após a palestra. "Não estou preocupado."

Seis meses depois, o "até logo" de Serra virou "adeus"?

Reproduzo, abaixo, a postagem do Blog do Coronel CoturnoNoturno, que mais se assemelha ao SargentoTaínha, um fundamentalista da direita-radical, merecedor da nossa leitura e respeito.


No dia 31 de outubro, ao lado de correligionários, após ser derrotado por Dilma Rousseff, José Serra (PSDB-SP) afirmou: 
"Para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer que nós apenas estamos começando uma luta de verdade. Nós estamos no começo do começo. Nós vamos dar nossa contribuição ao País em defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direto que todos temos de falar e serem ouvidos, da justiça social. Vamos dar a nossa contribuição como partidos, da nossa frente de partidos, como indivíduos, como parlamentares, como governadores. Essa será a nossa luta dos próximos anos. Por isso, a minha mensagem não é de despedida nesse momento. Não é um adeus, é um até logo"

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mensagem - O Centésimo Macaco





obra do biólogo inglês Rupert Sheldrake sobre campos morfogenéticos

O macaco japonês Macaca Fuscata vinha sendo observado 
há mais de trinta anos em estado natural.
 Em 1952, os cientistas jogaram batatas-doce cruas nas praias da ilha de Kochima 
para os macacos.
Eles apreciaram o sabor das batatas-doce, mas acharam desagradável o da areia.
 Uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que lavar as batatas 
num rio próximo resolvia o problema. E ensinou o truque à sua mãe.
Seus companheiros também aprenderam a novidade e 
a ensinaram às respectivas mães.
Aos olhos dos cientistas, essa inovação cultural foi gradualmente assimilada por vários macacos.
Entre 1952 e 1958 todos os macacos jovens aprenderam a lavar a areia das batatas-doce para torná-las mais gostosas.
Só os adultos que imitaram os filhos aprenderam este avanço social.
Outros adultos continuaram comendo batata-doce com areia. Foi então que aconteceu uma coisa surpreendente.
No outono de 1958, na ilha de Kochima, alguns macacos – não se sabe ao certo quantos – lavavam suas batatas-doce.
 Vamos supor que, um dia, ao nascer do sol, noventa e nove macacos da ilha de Kochima já tivessem aprendido a lavar as batatas-doce. Vamos continuar supondo que, ainda nessa manhã,
Um centésimo macaco tivesse feito uso dessa prática.
Então aconteceu!
Nessa tarde, quase todo o bando já lavava as batatas-doce antes de comer.
O acréscimo de energia desse centésimo macaco rompeu, de alguma forma,
 uma barreira ideológica!
Mas veja só:
Os cientistas observaram uma coisa deveras surpreendente:
O hábito de lavar as batatas-doce havia atravessado o mar. Bandos de macacos de outras ilhas, além dos grupos do continente, em Takasakiyama, também 
começaram a lavar suas batatas-doce. 
Essa nova consciência pode ser comunicada de uma mente a outra.
O número exato pode variar, mas o Fenômeno do Centésimo Macaco significa que, quando só um número limitado de pessoas conhece um caminho novo, 

ele permanece como patrimônio da consciência dessas pessoas. 
Mas há um ponto em que, se mais uma pessoa se sintoniza com a nova percepção, o campo se alarga de modo que essa percepção é captada por quase todos!
Você pode ser o centésimo macaco!
Essa experiência nos proporciona uma reflexão sobre a direção de nossos pensamentos.
De certo modo, já sabemos que para onde vai o nosso 
pensamento segue a nossa energia. 
Grupos pensando e agindo numa mesma freqüência em várias partes do Planeta têm as mesmas sensações e acabam fazendo as mesmas coisas sem nunca terem se comunicado.
Isso vale tanto para aqueles que praticam o bem como para aqueles que usam de suas faculdades para o mal.
 O acréscimo de energia, neste caso, pode ser aquela que você está enviando com o seu pensamento sintonizado na freqüência do crime noticiado que 
gera comoção geral.
 Parece coincidência, mas sempre que um crime choca e comove multidões, de imediato outros fatos semelhantes pipocam em diversos lugares.
 Será isso o efeito do centésimo macaco às avessas?
 Ao invés de indignar-se diante do crime noticiado, direcionando inconscientemente seu pensamento e sua energia para essas pessoas ou grupos que se aproveitam dessa energia toda para materializar mais crimes, neutralize com pensamentos conscientes de amor e perdão. 
 Mude de canal na TV, vire a página do jornal, saia da freqüência 
e não alimente ainda mais a insanidade daqueles que tendem para o crime, e, também, daqueles que lucram com as desgraças alheias.
 São todos igualmente insanos, tanto aquele que pratica o crime quanto aquele esbraveja palavrões de indignação por horas diante das câmeras, criando comoção e levantando a energia que se materializará nas mãos daquele que
está com a arma já engatilhada.
Gerar material para construir um mundo melhor não requer tanto de grandes ações, quanto essencialmente grandes blocos de consciência.
 É preciso que mais gente se sintonize na freqüência e coloque aquele acréscimo de energia que pode gerar uma nova consciência em outros grupos, 
em outras partes do Planeta. 
 Se cada um de nós dedicarmos alguns minutos todos os dias para meditar, entrando em sintonia com a freqüência do amor, da paz e da tranqüilidade, basta para mudar muitas coisas desagradáveis acontecendo em nosso Planeta e
 criar uma nova consciência.
Seja você também um centésimo macaco para o bem!

A ordem é: esvaziar as prisões!

Nova regra para prisão processual respeita o cidadão

Por Gabriela Rocha

Com a vigência do Projeto de Lei 4.208/2001, que altera o Código de Processo Penal, a prisão processual estará praticamente inviablizada no Brasil.


Essa é a conclusão do desembargador Fausto Martin De Sanctis, exposta em artigo publicado pelo jornal Valor Econômico desta terça-feira (3/5). LEIA AQUI 

Especialistas criticam o projeto que agora só depende de sanção da presidente Dilma Rousseff para ser publicado.

No texto, o desembargador diz que "a prisão estará praticamente inviabilizada no país, já que se exige a aplicação, pelo juiz, de um total de nove alternativas antes dela, restringindo-a sensivelmente. 
O legislador resolveu "resolver". O crime econômico e financeiro, em quase toda a sua extensão, ficou de fora. Aos olhos do legislador, o crime econômico não seria grave".

Segundo o defensor público e professor da PUC-SP, Gustavo Junqueira, "nem de longe o projeto vai inviabilizar a prisão processual no país". Ele explica que o PL prevê duas hipóteses iniciais e alternativas de cabimento desse tipo de pena: crimes dolosos punidos com pena máxima superior a quatro anos, e crimes praticados por reincidentes — já condenados por crime doloso em sentença transitada em julgado. 


Ou seja, "o que o projeto obsta, e tem bastante sentido em fazê-lo, é a pena preventiva a réu primário, cuja pena máxima não supera quatro anos".

O vice-presidente a Associação Nacional dos Procuradores da República, Welington Cabral Saraiva, por sua vez, acredita que o projeto cria uma "armadilha lógica" para o MP conseguir demonstrar o cabimento da prisão processual e o juiz decretá-la, já que a defesa "sempre poderá arguir que cabia medida cautelar alternativa no caso".

Nesse sentido, o procurador alerta: "Se o Judiciário entender que o juiz deve demonstrar porque incabível a aplicação de cada medida cautelar alternativa, vai ser praticamente impossível que o juiz decrete a prisão processual e ela seja mantida, a não ser em casos muito graves, com circunstâncias muito evidentes".

Para o criminalista Celso Vilardi, o que o PL 4.208 fez foi "criar formas alternativas à prisão preventiva e dar mais possibilidades ao juiz na hora de decidir. 


Caso a caso, o juiz vai analisar se cabe ou não a prisão preventiva". 

Segundo ele, a proposta é benéfica porque, "com o sistema carcerário absolutamente lotado, sem condições de manter tantos presos, permite que a prisão seja para quem realmente precisa estar preso".


Colarinho branco

Quanto à afirmação, de De Sanctis, de que boa parte dos crimes econômicos e financeiros foram "protegidos" das prisões processuais, Vilardi relembra que a Lei 7.492/1986 foi anunciada pelo então presidente da República, José Sarney, como uma norma que nasceu precisando de atualização.

O advogado entende que várias condutas previstas na lei "poderiam ser resolvidas com a aplicação de pena alternativa e a multa. A prisão só deveria se justificar quando houver prejuízo para outras pessoas, como acontece na gestão fraudulenta, por exemplo".

Para explicar que os crimes econômicos não foram "favorecidos" pelo PL, o procurador da República e ex-presidente da ANPR Welington Saraiva consulta a Lei 7.492 e, prontamente, cita os artigos 2°, 3° e 4°, como exemplos de crimes para cujas práticas a prisão preventiva não será proibida se o projeto entrar em vigor. Nesse sentido, observa que "a prisão ainda será possível em vários casos".

O defensor público Gustavo Junqueira concorda com Saraiva ao observar que a maior parte dos crimes dessa espécie tem pena máxima superior a quatro anos, e, portanto, são passíveis de ser apenados com prisão. 


O defensor nega que haja protecionismo aos crimes econômicos no projeto de lei. 

Para ele, o sistema em vigor já diferencia os pobres e os ricos quando, por exemplo, prevê prisão especial para quem tem melhores condições financeiras e, por outro lado, o juiz decreta prisão cautelar para quem não tem residência ou emprego fixo como forma de evitar fuga. 

Junqueira reconhece que "essa valoração já é feita e não muda com o projeto, já que a lei não fala sobre residência fixa", isso é fruto de interpretação.

Para o professor, longe de ser perfeito, o projeto é uma evolução no caminho de um Direito Processual Penal mais respeitoso ao cidadão. 


E, assim sendo, não lhe parece que vá resolver todos os problemas, e acabar com todas as críticas relativas à prisão processual como instrumento pouco democrático, inclusive por manter a decretação dela por ofício.

Nesse ponto, o vice-presidente da ANPR concorda com o defensor e critica a manutenção, pelo PL, da possibilidade de decretação de prisão preventiva por ofício. 


Ele entende que isso é "contrário ao princípio acusatório que a Constituição Federal pretende estabelecer no processo penal. O movimento judicial deve ser provocado pelas partes, para afastar função de acusar, que é privativa do MP (conforme artigo 129, inciso I da Constituição) e julgar".


Críticas

Quanto a outros aspectos, Saraiva acredita que "globalmente é um projeto mal feito, que decorre de uma visão paternalista do processo penal". Para explicar sua crítica, cita a medida cautelar alternativa prevista no inciso IV do artigo 319 do PL: "proibição de ausentar-se do país em qualquer infração penal para evitar fuga, ou quando a permanência seja necessária para a investigação ou instrução". 


Para ele, se o juiz considera que existem indícios de que o réu pretende fugir, essa medida é inútil. "Como se réu fosse criança com medo de advertência do juiz. Se há indícios, ele deve ser preso, porque a prisão é para garantir a aplicação da lei penal." 

Da mesma forma, reclama do inciso VIII, que prevê pagamento de "fiança, nas infrações que admitem, para assegurar o comparecimento aos atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada a ordem judicial".

Saraiva entende que se o juiz constata que o réu prejudica o andamento do processo ou que descumpriu alguma ordem anterior, deve prendê-lo. "O réu rico poderá obstruir e descumprir à vontade porque isso não lhe causara consequencias processuais. É uma verdadeira desmoralização do processo judicial."


Jurisprudência

Para a vice-presidente de Direitos Humanos da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil), Renata Gil, o projeto está em consonância com a jurisprudência das cortes superiores, "que só destinam a prisão processual a casos graves em que a periculosidade do réu é externada por reincidência ou gravidade do delito". Nesse sentido, acredita que é a "primeira vez em que o Legislativo acompanha a jurisprudência".

De modo geral, explica que a AMB encara o projeto de forma positiva "porque sabemos que, hoje, tudo o que for substituir a prisão, especialmente cautelar, é salutar ao sistema de justiça e ao Judiciário, que está sobrecarregado". Ela deixa claro que o que se busca é uma decisão e sanção definitivas, e, por isso, a celeridade processual é uma preocupação atual. Por conta disso, "a prisão cautelar não pode ser finalidade da persecução".


Natureza prática

De acordo com Fabio Tofic, advogado criminalista e diretor do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), é evidente que a vigência do PL não inviabilizará a prisão processual na prática, e questiona: "se uma medida alternativa é tão eficaz quanto a prisão, por que lamentar que ela não pode ser usada?".

Nesse sentido, observa que a prisão preventiva não é um fim em si mesmo, e que "lamentar que ela não possa ser usada é reconhecer que usa as medidas preventivas com caráter de pena". Para ele, "se existem alternativas que podem acautelar o processo sem a necessidade de encarceramento provisório, não há razão que justifique não usá-las".


Garantismo

Segundo o promotor de Justiça e presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, César Mattar Júnior, na prática, o PL "funcionará como garantismo às avessas. A regra passaria a ser medidas alternativas e não a prisão". Por conta disso, acredita que "caminhamos na contramão da história e do que a sociedade precisa e exige de quem esta incumbido de aplicar a justiça".

Para Mattar Júnior, o assunto ainda precisa ser debatido, mas do jeito que está, "quem perderá serão as vitimas, e o Ministério Público não pode compactuar com garantia excessiva àqueles que praticam delitos". Nesse sentido, não diferencia as consequências a crimes econômicos ou não, e considera que os delitos, no geral, terão reprimendas relativizadas.

domingo, 1 de maio de 2011

A implosão era uma premonição?

O partido dos tucanos atravessa uma fase de disputa interna.  Ninguém mais se entende nem dialoga.  A confrontação é às claras. Abandono, traição, vingança são as constantes no outrora poderoso partido que comandou os destinos do país por 8 anos e comanda importantes estados por mais que este tempo. 

Não há unidade e FHCGaGa não mais consegue segurar os "egos" da rapaziada.  
Menos inchados que o dele, é verdade!

O jornal O Estado de São Paulo, um dos representante maiores do PSDB 
no âmbito paulista (inclusive, declarou seu irrestrito apoio a José Serra
 por ocasião das últimas eleições presidenciais) publicou editorial intitulado 
"A Demolição do PSDB" no dia 28/04 do corrente ano.  Leia aqui

Pra não ficar no blá-blá-blá,  insiro o vídeo abaixo, que cai como uma luva para ilustrar o resultado da discórdia no ninho dos tucanos e aliados.  


Nota:  no lugar de "Carandiru", leia-se Edifício PSDB