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"Corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene". Amós (570-550 a.c.)
"Ninguém pode ser perfeitamente livre até que todos o sejam".
Santo Agostinho
quarta-feira, 12 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
TROCA DE CORRESPONDÊNCIAS - MÉDICOS CUBANOS
MATÉRIA DO PORTAL TERRA
Em meio a polêmica sobre projeto para levar
profissionais cubanos ao Brasil, entenda como a ilha conseguiu aumentar mais de
dez vezes seu número de doutores após a Revolução.
Em 1959, Cuba contava com apenas 6 mil médicos, sendo que a metade deles emigrou após a Revolução. A crise sanitária que se seguiu a essa debandada alertou o governo para a necessidade de formar profissionais de saúde em ritmo acelerado, como relata Ravsberg.
sábado, 8 de junho de 2013
TROCA DE CORRESPONDÊNCIA - PIADAS: ONDE SE RI MELHOR
Assunto: É piada ou realidade???
TRABALHO
EM EQUIPE
Foi realizada uma competição entre a equipe de remo do Japão e a equipe de remo brasileira. A competição se inicia, mas o resultado não é favorável para a equipe brasileira. Ela chegou com uma hora de atraso em relação aos japoneses.Indignados, os brasileiros fizeram várias reuniões para averiguar a causa da derrota. Assim ficou o resumo do relatório que fazia a comparação das equipes: Japão: * 1 Chefe de Equipe * 10 Remadores Brasil: * 10 Chefes de Equipe * 1 Remador Descoberto o grande erro, a equipe brasileira foi remodelada para a próxima competição. Porém, perderam novamente e,dessa vez, o atraso foi de 2 horas.Mais uma vez foram convocadas reuniões e viagens para o estudo das causas. Segue o resumo: Japão: * 1 Chefe de Equipe * 10 Remadores Brasil: * 1 Chefe de Equipe * 3 Chefes de Departamento * 6 Auxiliares de Chefia * 1 Remador Outra vez o erro foi identificado e uma nova equipe foi montada.Tudo foi levado em conta: resizing, downsizing, GQT e ainda economistas opinando, conceitos de modernidade e globalização passaram a ser considerados.Porém, na hora da competição, o Brasil chegou com 3 horas de atraso. Mais reuniões, encontros, etc. Foi feito outro levantamento: Japão: * 1 Chefe de Equipe * 10 Remadores Brasil: * 1 Chefe de Equipe * 3 Chefes de Departamento * 2 Analistas de O&M * 2 Controllers * 1 Auditor Independente * 1 Gerente de Qualidade Total * 1 Remador Depois de muitos argumentos e discussões, chegaram às seguintes conclusões definitivas: 1. O problema era, claro e evidente, a incapacidade do remador, que, com certeza, por culpa de influência do Sindicato e por causa de sua falta de treinamento generalista não era capaz de exercer sua atividade com eficiência. 2.A solução era privatizar ou terceirizar e/ou contratar um remador que não fosse da folha do clube. Agora o pior: Essa história veio dos EUA, e foi apresentada por um professor da Universidade de Maryland, sobre a administração no Brasil, como piada em sala de aula. "O que fizemos apenas por nós mesmos, morre conosco; o que fizemos pelos outros e pelo mundo, permanece e é imortal!" Albert Pike
"Um povo que elege corruptos (Fichas-sujas), não é vítima, é
cúmplice!"
"Não é a política que faz o candidato virar ladrão; é o seu voto que faz o ladrão virar político." & "O que mais sinto é que vou morrer sabendo que a estupidez humana não tem solução!"Voltaire
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
CORRESPONDÊNCIAS TROCADAS
terça-feira, 21 de maio de 2013
CORRESPONDÊNCIAS TROCADAS
E que verdade doida para nós, vítimas da petelhada.
O ditado é antigo:Guarde este nome: presidente do Paraguai FEDERICO FRANCO! Isto é EXATAMENTE o que o presidente do PARAGUAY - FEDERICO FRANCO- está fazendo.
Ele está ELIMINANDO os "vales-e-bolsas-tudo-que-é-coisa" do Paraguay. Coisa que o bispo sem-vergonha vinha implantando sistematicamente, utilizando o dinheiro do povo para ganhar votos. Exatamente como o PT, com LULA e DILMA, fazem de forma desmedida no Brasil.
Foi uma atitude digna e sábia, e que ao mesmo tempo gerou revoltas por parte dessa parcela da população, que inclusive tinha deixado de trabalhar para viver da "mensalidade" que o governo repassava, já que eles "não conseguiam" trabalhar para ganhar o seu sustento.. (qualquer semelhança não tem nada a ver com a classe pobre do Brasil que insiste em não procurar emprego para continuar tendo direito às "bolsas" que o governo dá..)
E agora o exemplo: O governo dá as ferramentas, subsidia as terras (se necessário), fornece sementes, adubos, fertilizantes e inseticidas, subsidia a instalação de poços e bombas de água (se necessário), faz o treinamento e acompanhamento das famílias para que possam PRODUZIR e começar a VIVER POR CONTA PRÓPRIA. E mais, se o produtor precisar, o governo COMPRA a produção para distribuir nas escolas públicas e onde mais for necessário.
ISSO é fazer algo direito. Isso é ensinar o povo a MERECER e a CONQUISTAR de acordo com seu trabalho e seu suor.
Com isso, o povo evolui, o país cresce e a economia se fortalece!
E olha que conseguem fazer isso com uma carga tributária que não chega a 5% do que o Brasil impõe aos seus cidadãos. Imaginem!
Logicamente que já apareceram pessoas para protestar... e já sabemos quem são e a qual "lado político" pertencem.
E isso serve para refletir tabém porque o grupinho bolivariano (Chavez, Dilminha, "Cretina K.", Evo e banda) disseram que o pé na bunda dado no Lugo foi "golpe". Eles querem criar "gado", nivelar o povo "por baixo" e se perpetuarem no poder.
Aqui isso não deu certo!
Esse é o exemplo que o BRASIL deveria seguir. Esse é o tipo de AJUDA SOCIAL que o Brasil e o povo brasileiro precisam!
Porque isso não é feito? Bem... porque fazer o povo trabalhar não é algo que gera tantos votos quanto dar um cartão magnético e botar um dinheiro na conta todo mês. "Dinheiro grátis" é mais eficaz para eleger um político.
Mas a culpa não é toda dos políticos. É do "pessoal" que vota neles.
FONTE:http://www.abc.com.py/nacionales/franco-entrega-insumos-a-productores-horticolas-524318.html
V.sa. não percebeu.
Não é lição de moral, atributo descohecido dos petistas.
É lição de dignidade, outro atributo desconhecido da caterva.
Se conseguir, preste mais atenção. Pode fazer-lhe bem.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
KOTSCHO CELEBRA FORÇA DO PT NO DATAFOLHA
Diante do quadro, o jornalista diz que "é hora do PT sair da defensiva e contar ao país e aos seus militantes o que está em jogo neste momento, dizendo de onde partem e com que interesses os ataques denunciados por Gilberto Carvalho". Leia a análise abaixo:
Datafolha: De onde vem a força de Dilma-Lula?
"Se a eleição fosse hoje, Dilma ou Lula venceriam", anuncia a manchete da "Folha" deste domingo para surpresa dos muitos analistas da grande imprensa que nos últimos meses chegaram a prever o fim da hegemonia do PT e das suas principais lideranças, que em janeiro completam dez anos no comando do país.
Após sofrer o mais violento bombardeio midiático desde a sua fundação, em 1980, o PT chega ao final de 2012, em meio do seu terceiro mandato consecutivo no Palácio do Planalto, como franco favorito para a sucessão presidencial, sem adversários à vista, segundo o Datafolha.
Os dois petistas estão praticamente empatados: Dilma teria 57% dos votos e Lula, 56%, ambos com mais votos do que todos os adversários juntos.
Na pesquisa espontânea, Lula, Dilma e o PT chegariam a 39%, enquanto os candidatos de oposição somariam apenas 7%.
A grande surpresa da pesquisa é a força demonstrada por Marina Silva (ex-PT e ex-PV), que ficaria em segundo lugar nos quatro cenários pesquisados.
O curioso é que Marina, que teve 19,3% dos votos na eleição de 2010, está há dois anos sem partido, desaparecida do noticiário político, e chega a 18% das intenções de voto na pesquisa estimulada, bem acima do principal candidato da oposição, o tucano Aécio Neves, que oscila entre 9% e 14%.
Por mais que a mídia se empenhe em jogar criador contra criatura, a verdade é que a atual presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parecem formar uma entidade só, a "Dilmalula" _ e é exatamente daí que emana a força da dupla, cada um fazendo a sua parte no intricado jogo do poder.
Dilma, que até aqui vem sendo preservada pela imprensa, mais preocupada em destruir a imagem de Lula e do seu governo, saiu esta semana em defesa do ex-presidente quando se tornaram mais violentos os ataques _ e foi bastante criticada por isso.
Mas é exatamente na leladade entre os dois, tanto pessoal como no projeto político, que se baseia esta parceria aprovada por 62% da população brasileira, de acordo com a pesquisa CNI-Ibope divulgada esta semana.
Desde a posse em janeiro do ano passado, Dilma e Lula combinaram de se encontrar a cada 15 dias para conversar pessoalmente sobre os rumos do governo, afastando assim as intrigas que costumam frequentar os salões palacianos.
O resultado está aí: com julgamento do mensalão, Operação Porto Seguro e novas denúncias contra o PT e Lula quase todos os dias, as pesquisas msotram que a grande maioria da população continua satisfeita com o governo e quer que ele continue.
No auge do bombardeio dos últimos dias, e certamente ainda sem saber os resultados das pesquisas, Gilberto Carvalho, ministro da secretaria-geral da Presidência da República, amigo tanto de Dilma como de Lula, desabafou:
"Os ataques sem limites que estão fazendo ao nosso querido presidente Lula têm um único objetivo: destruir nosso projeto, destruir o PT, destruir o nosso governo".
Pelo jeito, até agora não conseguiram. Ao contrário, apenas revelaram o tamanho do abismo que existe hoje entre o mundo real dos brasileiros, que vivem melhor do que antes, e o noticiário dos principais meios de imprensa, que coloca o país permanentemente à beira do abismo, envolvido em crises sem fim.
Isso talvez explique também porque aumentou, no mesmo Datafolha, o índice dos que não confiam na imprensa, que passou de 18% em agosto para 28% em dezembro.
Por tudo isso, penso que é hora do PT sair da defensiva e contar ao país e aos seus militantes o que está em jogo neste momento, dizendo de onde partem e com que interesses os ataques denunciados por Gilberto Carvalho.
OBAMA FRACASSA EM SUA 'MISSÃO IMPOSSÍVEL'
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
MOGI MIRIM - CANDIDATOS SE RETRATAM
VALTER ABRUCEZ
Em texto publicado na edição de sábado, dia 2, do jornal O IMPACTO, a vice-prefeita Flávia Rossi (PSDB), ex-candidata a prefeita, se retrata de ofensas à promotora Cristiane Correa de Souza Hillal publicadas em panfleto de sua campanha.
No fecho, o texto assinado também pelo vereador Moacir Genuário (PMDB), ex-candidato a vice-prefeito, assinala que “desconhecemos qualquer fato que possa desaboná-la, muito pelo contrário, é sabido que sua atuação sempre fora brilhante”. A referência é em relação à promotora. Por sua largueza, o enaltecimento alcança todas as atitudes de Cristiane, inclusive aquela em que propôs a abertura de Ação Civil em que Flávia é relacionada entre os acusados de fraudes e irregularidades em processo relativo à merenda escolar. Além de Flávia, figuram também na Ação Civil como acusados o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) e a então diretora de Recursos Materiais, Célia Dorázio. O Termo de Retratação de Flávia e Moacir foi aposto ao processo relativo à Ação Penal No. 1243-96.2012.6.26.0075 em que ambos figuram como réus. A ação criminal foi proposta pelo promotor eleitoral Rogério Filócomo Junior em razão do conteúdo do panfleto distribuído durante a campanha. O texto também atacava o candidato a prefeito Gustavo Stupp (PDT) e o então diretor executivo da Santa Casa, Ronaldo Carvalho. Segundo a publicação, a promotora participaria de uma espécie de conluio para esconder evidências de má administração dos gestores da Santa Casa, especialmente Carvalho. O processo é uma ação penal por crime eleitoral com pedido de condenação criminal. Os acusados, Flávia e Moacir, são incursos em artigos pelos quais, sofrendo condenação, podem sofrer pela de seis meses a dois anos de detenção por crime de calúnia, e de três meses a um ano por difamação. As penas podem ser ampliadas em um terço, tendo em vista que os crimes que são imputados ambos – calúnia e difamação – foram praticados contra funcionário público, no caso a promotora Cristiane de Souza Hillal. Embora publicado há uma semana, o texto da retratação pública é datado de 7 de outubro de 2012, exatamente o dia da eleição. EFEITOS De acordo com Filócomo, a retratação publicada não se trata de uma instrução ou acordo previsto no processo. Ele explica que a manifestação não interfere na ação penal porque a ofensa foi preferida contra funcionário público no exercício de suas funções, no caso, a promotora Cristiane Hillal. “Com o Ministério Público, não houve acordo para essa publicação. Para fins de extinção do processo, essa retratação não é válida. No máximo, pode influir na aplicação da pena, para que ambos sejam condenadas à pena mínima, por exemplo”, esclareceu. A ação penal ainda se encontra em fase de oitivas. O promotor arrolou como testemunhas a própria Cristiane, ouvida em novembro, e o empresário Vicente Sinisgalli. Também foram colhidos os depoimentos de Flávia e Moacir e de suas testemunhas, o diretor do Financeiro e ex-interventor Roberto de Oliveira Junior e o oficial de cartório Lourival Pereira de Campos Junior, que fez a apreensão dos folhetos no comitê do partido.O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz, foi arrolado como testemunha pelos acusados e não compareceu à data agendada pelo juiz. Como parlamentar, Munhoz tem o direito de apontar a data em que deverá ser ouvido, mas ainda não enviou oficio indicando quando irá depor. Essa postura do deputado está entravando o processo, que segundo Filócomo, “já era para estar liquidado”. OS TERMOS DA RETRATAÇÃO Após as identificações iniciais, o documento assinado por Flávia Rossi e Moacir Genuário entra objetivamente na parte em que Flávia e Moacir se penitenciam, reconhecem a culpa pelos ataques à promotora e se desculpam e explicam que decidiram. Na parte discursiva, o texto é o seguinte: “...vimos, respeitosamente (...) nos RETRATAR em absoluto quanto aos dizeres contidos no panfleto de propaganda eleitoral contido nestes autos. Ressaltamos que sempre mantivemos bom relacionamento com os representantes do Ministério Público de Mogi Mirim, os quais sempre agiram com respeito, cooperação e em estrita observância da lei, ciosos de seus deveres institucionais. Esclarecemos que, embora não tivéssemos prévio conhecimento do conteúdo do panfleto, assumimos a culpa pelo fato de não termos conferido o conteúdo do material antes e após a impressão e distribuição. Finalmente, esclarecemos que em momento algum pretendemos atentar contra a honra ou reputação da Digna Promotora de Justiça, Dra. Cristiane Corrêa de Souza Hilal (sic) e desconhecemos qualquer fato que possa desaboná-la, muito pelo contrário, é sabido que sua atuação sempre fora brilhante”.
Notícia Postada em 10/12/2012
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| http://www.acomarca.com.br/?pg=noticia&id=3432 | |
domingo, 2 de dezembro de 2012
MUNHOZ NEGA OFENSAS
Procurado, o deputado disse que sua frase havia sido distorcida, mas depois recuou. "No calor de uma fala... Não quero discutir o que eu falei ou o que eu não falei. [...] Eu posso até ter carregado demais. Estava numa reunião fechada (?). Não vou ficar teimando", afirmou. A fala repercutiu até entre os tucanos. O líder do PSDB na Assembleia, Carlos Bezerra, que estava no evento e ouviu o discurso de Munhoz, divulgou nota na qual diz que a "bancada [do PSDB] repudia suas críticas ao Ministério Público e ao Judiciário, fundamentais para fiscalizar o poder público e garantir sua probidade". Em entrevista, Bezerra disse que Munhoz tem "um estilo de política coronelista, arcaico e conservador, de pouca transparência".
http://noticias.bol.uol.com.
APAMAGIS e APMP REPUDIAM DECLARAÇÕES DE BARROS MUNHOZ
A Constituição Federal, visando o equilíbrio de forças entre os Poderes e a manutenção da Democracia, prevê as atribuições de cada ente político de modo a evitar que as decisões sejam concentradas.
O Poder Judiciário e o Ministério Público trabalham de forma transparente, sempre no interesse maior da população, sem qualquer escopo de natureza político-partidária, com a incumbência de zelar pelo Estado Democrático de Direito e, assim como os Senhores Parlamentares e membros do Poder Executivo, legitimamente eleitos, devem respeito à lei.
Somente aqueles que não compreendem o verdadeiro espírito da democracia percebem as outras Instituições (que não as em que atuam) como inimigas. Tanto o Poder Judiciário como o Ministério Público trabalham irmanados com os Poderes Executivo e Legislativo, sempre que o interesse público assim o exige, e se contrapõem apenas em situações específicas e nos limites da lei.
O inconformismo com a firmeza do caráter de Instituições caras à sociedade, como o Poder Judiciário ou o Ministério Público, não é consentâneo com as elevadas funções reservadas àqueles que dedicam suas vidas à representação política.
A Associação Paulista de Magistrados (APAMAGIS) e a Associação Paulista do Ministério Público (APMP) se irmanam e repudiam, assim, as declarações do Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e reforçam à população o compromisso de que ela é e sempre será o principal foco da atuação da Justiça.
São Paulo, 30 de novembro de 2012.
Desembargador Roque Antonio Mesquita de Oliveira – Presidente da APAMAGIS
Procurador de Justiça Washington Epaminondas Medeiros Barra – Presidente da APMP
OS MAIORES INIMIGOS DA POLÍTICA SÃO O JUDICIÁRIO E A PROCURADORIA
Barros Munhoz fez um discurso de cerca de 15 minutos na abertura do evento, que durou o dia inteiro e contou com a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador Geraldo Alckmin. Eles não estavam presentes quando o presidente da Assembleia falou.
"Os prefeitos têm que se preparar. Vocês vão enfrentar os maiores inimigos da política de hoje: o Ministério Público e o Poder Judiciário. Eu não tenho medo de falar."
Munhoz responde a ações de improbidade administrativa na Justiça por conta de iniciativas que tomou quando prefeito de Itapira, cidade do interior do Estado. "Eles [a Promotoria e a Justiça] nivelam a política por baixo", concluiu.
Durante sua fala, fez ainda uma crítica sobre a atuação do partido, mencionando a derrota de José Serra (PSDB) para Fernando Haddad (PT) na eleição paulistana e a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Munhoz disse que essa eleição municipal foi a "eleição do novo" e que o PSDB vive um desgaste por estar há anos à frente do Estado.
"Ao final de 20 anos, até a gente enjoa da gente. O poder desgasta e a gente vai se desinteressando", afirmou.
Munhoz disse ainda que, como estava entre tucanos, ia "lavar a roupa suja. "A bancada do PT na Assembleia dá de 10 a 0 na gente. Fazem reunião toda semana com um tema específico. Tem um quadro de assessores melhor que o nosso", afirmou.
O presidente da Assembleia disse ainda que "muita gente reclama do governador Geraldo Alckmin". "Ninguém é perfeito, minha gente. O Alckmin não é, os secretários também não são. Mas há uma disposição fantástica. O Alckmin sente os problemas ele quer ajudar".
"A gente tem que se dar as mãos, mostrar os erros e fazermos o partido cada vez maior", disse.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1193548-para-tucano-os-maiores-inimigos-da-politica-sao-judiciario-e-procuradoria.shtml
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
FH: DILMA "NÃO CONSEGUIU SAIR" DOS PROBLEMAS
247 – O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que a presidente Dilma Rousseff "ainda está tentando" sair dos problemas do País, seja na energia, no petróleo, nas estradas ou nos aeroportos. "Percebeu que tem problemas. Agora, não conseguiu sair deles", declarou o tucano ao jornal O Globo.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
‘THE ECONOMIST': FRANÇA E ALEMANHA REVIVEM TRAÇOS DO CAPITALISMO DE ESTADO
Sílvio Guedes Crespo
Traços do capitalismo de Estado, em que o poder público assume uma papel ativo de intervenção não só em assuntos macroeconômicos, mas também em grandes empresas de setores estratégicos, estão reaparecendo nas duas maiores economias da Europa, observa a revista The Economist.
Tanto o governo conservador da chanceler alemã Angela Merkel quanto o socialista do francês François Hollande estão aumentando, aos poucos, sua influência no mercado. Merkel tem planos para comprar uma fatia de 15% na EADS, a empresa com sede em Toulouse (França) que fabrica aviões Airbus. Com isso, os governos francês e alemão passarão a ter, juntos, 30% da companhia.
A França, por sua vez, garantiu um empréstimo de € 7 bilhões ao braço financeiro da PSA Peugeot Citroën. Em troca, o ministério das Finanças ganha o direito de indicar um nome para o conselho da empresa. No setor automobilístico, o governo francês já tem 15% da Renault, fatia com valor de mercado de € 1,59 bilhão.
O setor público do país possui participações em 58 empresas. Nas 12 em que tem mais dinheiro investido, as ações em poder do Estado francês tem um valor de US$ 58 bilhões, conforme indica o quadro abaixo, reproduzido da Economist.
Ainda, o governo Hollande criou o Banque Publique d’Investissement (BPI), a partir da fusão de duas outras instituições menores de financiamento estatal, cujo objetivo é, ao lado de investidores provados, comprar fatias de empresas consideradas promissoras. O problema, segundo a revista, é que esse banco está sendo usado também para comprar fatias de empresas em dificuldade e salvá-las.
“Ninguém está sugerindo que que a crise econômica europeia está fazendo retornar as meganacionalizações que criaram as gigantes estatais hoje extintas. [...] Mas quando até governos de centro-direita, como o da Alemanha e o anterior da França começam a comprar participações na indústria, algo está no ar”, afirma a revista.
“Comparações com o socorro da General Motors pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, são inexatas”, diz. “O governo Obama tomou o controle da montadora em uma operação em que entrou e saiu rapidamente. As intervenções da Europa parecem menos dramáticas, mas podem durar muito mais.”
http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/11/01/the-economist-franca-e-alemanha-revivem-tracos-de-capitalismo-de-estado/
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
O CHUMBETA FREQUENTANDO A CAFUA DO TUIUÚ
FHC: "JUVENTUDE, EM SI, NÃO PRODUZ IDEIAS NOVAS"
1 DE NOVEMBRO DE 2012 ÀS 11:42
Segundo José Serra, quem "renovação é coisa do PT". Em entrevista a O Estado de S.Paulo, FHC disse que "juventude, em si, não produz ideias novas" e que "o mais importante são as ideias, não necessariamente novas mas renovadas para fazer frente às conjunturas".
Segundo o ex-presidente, a busca de um discurso renovado "não quer dizer que os antigos líderes vão desaparecer, eles têm de empurrar os novos para a frente". Leia abaixo a entrevista concedida por FHC ao Estadão:
PSDB precisa de discurso convincente, avalia FHC
Há um nascente debate, dentro e fora do tucanato, sobre as perspectivas do PSDB depois das eleições de domingo. O que é prioritário no momento? Nomes novos ou um discurso novo?
O mais importante é um discurso convincente, afim com os problemas atuais do País e do povo e transmitido com linguagem simples e moderna. Claro que sempre é necessário abrir as portas da carreira política aos mais jovens. Mas juventude, em si, não produz ideias novas e o importante são ideias, não necessariamente novas, mas renovadas para fazer frente às conjunturas.
O PSDB paga o preço hoje por não ter reagido em outros tempos, quando o PT "roubou" sua mensagem?
Sem dúvida o PSDB poderia ter sido mais enérgico na defesa do que fez e em desmascarar a apropriação indébita e a propaganda enganosa. Mas águas passadas não movem moinhos.
Uma das críticas ao partido, partida de tucanos não paulistas, é que o PSDB teria se concentrado demais em São Paulo. Foi um erro? Como sair dessa situação?
O partido nunca esteve concentrado apenas em São Paulo. Não se esqueça de que ele governa também Minas e o Paraná, além de Goiás, Alagoas, Tocantins e Roraima. E agora ganhou nas principais capitais do Norte, Belém e Manaus, e em algumas do Nordeste. A noção de que se trata de um partido "paulista" é irmã gêmea da outra, de que ele é um partido que defende "os ricos". Estigmas plantados por adversários, que se repetem como se fossem verdades.
O que o eleitor ensinou aos políticos nestas eleições?
O eleitor mostrou que não tem "donos". Votou contra Lula no Amazonas, no Recife, em Campinas, etc., assim como derrotou os tucanos em São Paulo. O eleitorado reage às mensagens e aos candidatos que lhe são propostos, dando pouca atenção aos padrinhos - e mesmo aos partidos. Naturalmente tanto estes como aqueles têm certo peso, mas convém não exagerar.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/84405/FHC-Juventude-em-si-n%C3%A3o-produz-ideias-novas-FHC-Juventude-si-n%C3%A3o-produz-ideias-novas.htm
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Políticos são os maiores latifundiários do Brasil, diz livro
O número comprovado desses bens --que pode ser maior que o declarado-- coloca 2 milhões de hectares nas mãos de políticos em mandatos municipais, estaduais e federais. A informação passada ao TSE designa-se apenas ao valor do terreno, não à sua área total. Por isso, segundo o autor, o montante pode ultrapassar 4 milhões de hectares, território pertencente a um grupo de 13 mil pessoas.
Mesmo entre esses latifundiários --alguns dignos de uma capitania hereditária--, existe uma distribuição desigual: 31 políticos possuem 20 mil hectares. Alguns são acusados de usar trabalho escravo e/ou de serem responsáveis por desmatamento.
Essa elite é afiliada a diferentes partidos políticos e de todo o país. Porém, PMDB, PSDB e PR são os que lideram o ranking. "Alguém se surpreenderá que os filhos da Arena possuem menos terras que os filhos do MDB?", questiona Castilho sobre o crescimento da "esquerda latifundiária".
Entre os políticos eleitos no último pleito, os senadores são os maiores proprietários rurais do país. "A média de hectares por senador impressiona; são quase mil hectares (973) para cada um. Precisaríamos de vários planetas para que cada brasileiro possuísse a mesma quantidade de terras", explica.
No quesito desigualdade em concentração de terra na América do Sul, o Brasil só perde para o Paraguai.
Formado pela USP (Universidade de São Paulo), Alceu Luís Castilho já recebeu os prêmios Fiat Allis de jornalismo econômico, Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, Direitos Humanos e Jornalismo e o Prêmio Andifes.
"Partido da Terra: Como os Políticos Conquistam o Território Brasileiro"
Autor: Alceu Luis Castilho
Editora: Contexto
Páginas: 240
Quanto: R$ 24,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/1137228-politicos-sao-os-maiores-latifundiarios-do-brasil-diz-livro.shtml
sábado, 27 de outubro de 2012
Eu tenho medo do PT. Medo de Lula e do PT!
247 – O relógio político dos serristas voltou no tempo para dez anos atrás, a 2002. Naquele quadrante, às vésperas da derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, a atriz Regina Duarte, com sua melhor expressão de chororô, foi ao programa do então adversário lulista José Serra para pronunciar uma frase que marcou época:
- Eu tenho medo do PT. Medo de Lula e do PT!
Seria a barba do ex-líder sindical que provocava a alegada paúra na antiga 'namoradinha do Brasil'? A voz gutural? As bandeiras vermelhas do partido que ele fundou? O apoio do MST? As promessas de palanque ao feitio da esquerda? Ou o explicitado compromisso de reduzir a pobreza e possibilitar três refeições ao dia ao povo brasileiro?
Era o conjunto todo, deixou claro Regina, além do receio de que Lula iria fazer a moratória da dívida externa, romper contratos, solapar todas as bases da democracia brasileira. A expectativa do caos completo.
Lula venceu e nenhum dos medos de Regina Duarte se justificou. A partir do governo Lula, não apenas a dívida externa foi paga como, hoje, as reservas internacionais do Brasil estão em cerca de US$ 400 bilhões, o que evitou novos ataques especulativos contra o País, como acontecia no tempo do antecessor dele, Fernando Henrique Cardoso. Ao contrário de FHC, Lula não mudou as regras do jogo democrático (como se recorda, o presidente tucano operou o Congresso pelo estabelecimento da reeleição, que até então não existia, e se beneficiou diretamente da manobra). Ainda que tivesse tirado um foto com o bonzezinho do MST, não consta que Lula tenha armado os trabalhadores do campo ou feito na marra qualquer tipo de reforma agrária. O que se tem, nesse setor, é o sucesso do programa Fome Zero, a partir do qual se pode constatar, agora, a retirada de cerca de 40 milhões de brasileiros do estado de pobreza.
Nenhum dos tantos medos de Regina Duarte se mostrou real. No entanto, passados dez anos daquele apelo entristecido e quase desesperado, eis que eles – os medos da Regina – ressurgem em homens barbados. E nem está em jogo uma eleição presidencial, como daquela feita, mas um pleito municipal, que nem envolve Lula diretamente, mas um de seus pupilos, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad. Um medo, portanto, ainda mais forte, visto que o perigo é menor.
Quadro típico da classe média paulistana, frequentador do insuspeito Clube Sírio-Libanês, filho de comerciante na reconhecida rua 25 de Março, sem passagem por movimentos que praticaram ou sequer pregararam a luta armada ou ações do gênero, o pacato Haddad virou alvo da síndrome de Regina Duarte que acomete, outra vez às vésperas de uma derrota de Serra – ao que apontam as pesquisas e as condições políticas que cercam a eleição paulistana -- marmanjos calejados como o jornalista Ricardo Setti, o empresário Octávio Frias Filho, o filho do sociólogo Boris Fausto, o comunicador de apelo religioso Silas Malafaia e até o destemido (com arma na mão, como diria Bezerra da Silva) coronel Telhada, ex-comandante da Rota.
Acometidos do mesmo mal estão o vereador eleito Andrea Matarazzo e aquele que pode ser chamado de paciente número zero desse vírus, o verborrágico internauta Reinaldo Azevedo.
Ai, ui, sapatilham eles, cada um ao seu modo, argüindo, ora publicamente, ora em privado, que Haddad representará o fortalecimento político de Lula – aquele mesmo Lula que, projeta-se, vai solapar a democracia, inverter as prioridades burguesas, revirar a sociedade brasileira etc etc.
Ponto a ponto, os medos foram claramente elencados pelo Prêmio Esso de Jornalismo Ricardo Setti em seu blog dentro de veja.com.br
Para os homenzarrões acometidos da síndrome de Regina Duarte parece, ao que se vê pelo que eles próprios têm expressado, não haver vacina nem remédio. Lula exerceu duas vezes a Presidência da República, à qual chegou pelo voto popular, manteve as regras do jogo e viu sua candidata Dilma Rousseff, com cerca de dez milhões de votos a mais que o adversário José 'sempre ele' Serra, subir a rampa do Palácio do Planalto. De-mo-cra-ti-ca-men-te, frise-se. Não quebrou contratos, não rompeu com os Estados Unidos, não declarou o socialismo tropical. Foi, isso sim, apontado pelo maior historiador do século 20, Eric Hobsbawn, como o líder global mais importante do final do período e tornou-se referência de expressão política democrática em todo mundo.
Serra, vale dizer, rompeu todos os contratos vigentes assim que assumiu a Prefeitura de São Paulo, em 2005, abandonou o mandato menos de dois anos depois e, ao chegar ao governo de São Paulo, igualmente suspendeu todos os pagamentos que deveriam ser feitos no mês de janeiro de 2007 – sucedendo, nesta ocasião, não a petista Marta Suplicy, mas seu próprio correligionário Geraldo Alckmin.
Mas quem tem a Sídrome de La Duarte acha que é Haddad, e não Serra, que vai subrverter a ordem, fazer o contrário do que promete em palaque, recusar responder perguntas, agredir jornalistas verbalmente, usar o cargo para finalidades políticas pessoais.
Essa doença, que volta dez anos depois do primeiro surto, não passa e nunca vai passar. Seu nome científico é preconceito de classe.
